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Júnior Cigano fecha contrato com empresa de boxe e projeta: "Quero ser campeão mundial"

Júnior Cigano, que é ex-campeão dos pesos pesados ​​do UFC, assinou com a promotora de lutas de boxe, mas ainda não tem um calendário de lutas programado

Redação Publicado em 03/11/2021, às 14h29

Júnior Cigano, ex-lutador do UFC - Reprodução/Instagram
Júnior Cigano, ex-lutador do UFC - Reprodução/Instagram

Depois de ser campeão dos pesos pesados ​​do UFC, Júnior Cigano agora seguiu um novo rumo dentro do mundo da luta, e assinou um contrato com a S-Jam Boxing, uma empresa promotora de lutas de boxe. Recentemente deixando o MMA, o brasileiro, que ainda não tem um calendário de lutas definido, já sabe o que quer para a carreira: ser campeão mundial.

"Meu foco é ser o campeão do mundo. Sei que é difícil, sei que é complicado, mas é por isso que estou aqui. Anthony Joshua, Deontay Wilder, Tyson Fury. Um dia vou lutar contra esses caras e vou vencê-los", disse o lutador no vídeo publicado pela empresa nas redes sociais, e fazendo referências aos principais nomes dos pesos pesados do boxe atual.

Júnior Cigano foi dispensado do UFC depois da derrota para Ciryl Gane no UFC 256 em dezembro do ano passado. Na oportunidade, aquela foi sua quarta derrota consecutiva, já que antes tinha sido superado por Gane, Jairzinho Rozenstruik, Curtis Blaydes e Francis Ngannou por nocaute técnico.

Inclusive, há duas semanas, o lutador marcou presença durante um evento da All Elite Wrestling (AEW), que é uma das principais companhias de pro-wrestling do mundo, e disse que seu futuro no esporte poderia sim estar no boxe, depois de uma passagem vitoriosa no MMA, como acabou sendo confirmado por ele agora.

A saída conturbada

Em 13 anos fazendo lutas na categoria, o lutador decidiu abrir o jogo para o site "Globo Esporte", e deu maiores detalhes de sua polêmica saída da organização americana. 

O brasileiro explicou o rumor de que ele teria sido desligado UFC depois de ter se negado a lutar em cima da hora. Ele confirmou que houveram algumas conversas em relação a esse sentido e colocou elas como determinantes para o seu desligamento da categoria. 

"A minha luta com o (Ciryl) Gané já foi em cima da hora. Eu estava no Brasil e voltei para os Estados Unidos algumas umas semanas antes da luta, não teria o tempo suficiente, dois meses e meio, que eu preciso para estar pronto para uma luta. Principalmente se eu não estiver numa constante de treinamento. Me ofereceram, eu não falei que não, eu não nego oponentes. Só pedi que a luta fosse em janeiro, mas eles disseram que eu precisaria lutar no dia 06 de dezembro, precisavam que eu lutasse nessa data, e como eu estava vindo de três derrotas, se eu não lutasse, provavelmente eles iriam me dispensar", disse

Ele ainda seguiu: "Eu falei: “Po, você não está me dando uma opção então, você não está perguntando se eu quero lutar, mas dizendo “Você vai lutar nesta data, esteja pronto ou não”. Não posso dizer que eu não cheguei pronto, pelo contrário, meu corpo tem uma memória muito boa, eu me dedico sempre aos treinos, tenho um estilo de vida bastante saudável, não posso dizer que não estava pronto. Mas não foi o ideal para chegar numa luta contra um cara duro como é o Gané. Mesmo assim fomos para a luta, e aconteceu tudo que aconteceu, principalmente da forma como foi. O jeito como a luta acabou roubou totalmente a minha atenção, eu esqueci de tudo ao meu redor e fiquei pensando naquela sacanagem que estavam fazendo comigo. Na minha opinião, a melhor palavra para explicar isso é essa: sacanagem. Foi do jeito que foi". 

De acordo com Cigano, ele não esperava outra atitude do UFC que não fosse essa, de avisar em cima da hora a luta e de que ele fosse ser desligado da organização. Segundo o brasileiro, quem comanda a categoria não respeita a história dos atletas que passaram por lá e foram vencedores. 

"Agora, eu já estava esperando uma decisão nesse sentido do UFC, eles não respeitam a história, não respeitam nada. Doze, treze anos na companhia, sempre dando o meu melhor e contribuindo com o esporte, mas para eles é apenas um negócio. Eu estava vindo de concussão, assim como estava vindo também na luta com o Gané. Perigosa, foi com um golpe ilegal na nuca. Eu vindo de concussão e eles pediram que eu fizesse uma luta no dia 27 de março, contra o (Marcin) Tybura. Há 20 dias, alguma coisa assim. Eu falei: “Caramba, não dá. Eu vou lá para perder de novo? Parece que estão querendo me usar de escada para os caras, pois não estão me dando tempo de nada”, contou

"Vindo de uma concussão, achei até sem noção essa proposta. Eu neguei, então eles falaram que numa votação decidiram por me afastar, encerrar o meu contrato. Foi uma situação bem estranha e complicada, na verdade. Um desmerecimento, me senti como um soldado de uma tropa que sempre lutou por determinado ideal, o nosso esporte, fazer o nosso esporte cada vez melhor, eu fazia parte desse batalhão, um soldado assíduo. Competimos uns contra os outros, os atletas, mas lutamos sempre pela mesma causa, que é fazer o nosso esporte melhor. Ou seja, parte de um batalhão, uma tropa ofensiva para torná-lo cada vez melhor", explicou. 

"O jeito que eu sentia… fui um soldado machucado no campo de batalha, e em vez de ser ajudado a sair, fui deixado para trás para morrer ou o que for. Mas como bom soldado e resistente que sou, estou pronto para surpreender de novo e seguir em frente. Posso ter pedido uma batalha, mas a guerra é muito maior do que isso", finalizou.


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