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Após saída polêmica, Cigano detona UFC e revela detalhes: "Não respeitam nada"

Lutador deixou a categoria recentemente e agora vai tirar alguns meses de folga dos octógonos

Redação Publicado em 20/03/2021, às 13h56 - Atualizado às 14h54

Cigano em ação nas suas redes sociais
Cigano em ação nas suas redes sociais - Instagram

Junior Cigano deixou o UFC recentemente e de uma maneira pouco agradável. Em 13 anos fazendo lutas na categoria, o lutador decidiu abrir o jogo para o site "Globo Esporte" e deu maiores detalhes de sua polêmica saída da organização americana. 

O brasileiro explicou o rumor de que ele teria sido desligado UFC depois de ter se negado a lutar em cima da hora. Ele confirmou que houveram algumas conversas em relação a esse sentido e colocou elas como determinantes para o seu desligamento da categoria. 

"A minha luta com o (Ciryl) Gané já foi em cima da hora. Eu estava no Brasil e voltei para os Estados Unidos algumas umas semanas antes da luta, não teria o tempo suficiente, dois meses e meio, que eu preciso para estar pronto para uma luta. Principalmente se eu não estiver numa constante de treinamento. Me ofereceram, eu não falei que não, eu não nego oponentes. Só pedi que a luta fosse em janeiro, mas eles disseram que eu precisaria lutar no dia 06 de dezembro, precisavam que eu lutasse nessa data, e como eu estava vindo de três derrotas, se eu não lutasse, provavelmente eles iriam me dispensar", disse

Ele ainda seguiu: "Eu falei: “Po, você não está me dando uma opção então, você não está perguntando se eu quero lutar, mas dizendo “Você vai lutar nesta data, esteja pronto ou não”. Não posso dizer que eu não cheguei pronto, pelo contrário, meu corpo tem uma memória muito boa, eu me dedico sempre aos treinos, tenho um estilo de vida bastante saudável, não posso dizer que não estava pronto. Mas não foi o ideal para chegar numa luta contra um cara duro como é o Gané. Mesmo assim fomos para a luta, e aconteceu tudo que aconteceu, principalmente da forma como foi. O jeito como a luta acabou roubou totalmente a minha atenção, eu esqueci de tudo ao meu redor e fiquei pensando naquela sacanagem que estavam fazendo comigo. Na minha opinião, a melhor palavra para explicar isso é essa: sacanagem. Foi do jeito que foi". 

De acordo com Cigano, ele não esperava outra atitude do UFC que não fosse essa, de avisar em cima da hora a luta e de que ele fosse ser desligado da organização. Segundo o brasileiro, quem comanda a categoria não respeita a história dos atletas que passaram por lá e foram vencedores. 

"Agora, eu já estava esperando uma decisão nesse sentido do UFC, eles não respeitam a história, não respeitam nada. Doze, treze anos na companhia, sempre dando o meu melhor e contribuindo com o esporte, mas para eles é apenas um negócio. Eu estava vindo de concussão, assim como estava vindo também na luta com o Gané. Perigosa, foi com um golpe ilegal na nuca. Eu vindo de concussão e eles pediram que eu fizesse uma luta no dia 27 de março, contra o (Marcin) Tybura. Há 20 dias, alguma coisa assim. Eu falei: “Caramba, não dá. Eu vou lá para perder de novo? Parece que estão querendo me usar de escada para os caras, pois não estão me dando tempo de nada”, contou

"Vindo de uma concussão, achei até sem noção essa proposta. Eu neguei, então eles falaram que numa votação decidiram por me afastar, encerrar o meu contrato. Foi uma situação bem estranha e complicada, na verdade. Um desmerecimento, me senti como um soldado de uma tropa que sempre lutou por determinado ideal, o nosso esporte, fazer o nosso esporte cada vez melhor, eu fazia parte desse batalhão, um soldado assíduo. Competimos uns contra os outros, os atletas, mas lutamos sempre pela mesma causa, que é fazer o nosso esporte melhor. Ou seja, parte de um batalhão, uma tropa ofensiva para torná-lo cada vez melhor", explicou. 

"O jeito que eu sentia… fui um soldado machucado no campo de batalha, e em vez de ser ajudado a sair, fui deixado para trás para morrer ou o que for. Mas como bom soldado e resistente que sou, estou pronto para surpreender de novo e seguir em frente. Posso ter pedido uma batalha, mas a guerra é muito maior do que isso", finalizou.


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