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EXCLUSIVO: Zagueiro Walisson Maia revela que quase desistiu do futebol por conta das portas fechadas: "Era frustrante"

Em entrevista exclusiva ao SportBuzz, zagueiro do Água Santa, ex-Coritiba, revela DNA de defensor e fala sobre sua rotina durante a quarentena

Gabriela Santos Publicado em 09/06/2020, às 17h00

Walisson Maia divide rotina entre treinos pesado e tempo com a família
Walisson Maia divide rotina entre treinos pesado e tempo com a família - Divulgação

Nascido em Natividade, Tocantins, Walisson Maia tem um histórico familiar na função de zagueiro. Hoje vestindo o uniforme do Água Santa, no futebol paulista, o jogador contou que foi inspirado pelo pai e pelos tios a atuar na posição de defensor. Em entrevista exclusiva ao SportBuzz, Maia conta que jogar na defesa faz parte de seu DNA.

“Minha família na minha cidade é muito respeitada, por ter tido jogadores de futebol que sempre foram ‘Seleção da Cidade’. Jogavam meu pai e mais quatro tios meus, e todos foram defensores. Meu tio, o mais novo, foi jogador profissional. Jogou no Goiás e em times do Pará e do Acre. Então eu comecei a seguir a carreira deles”, disse.

“Já tentei me aventurar, quando eu era mais novo, de jogar mais à frente. Não tinha muita qualidade, mas tinha altura. E o treinador da minha infância acabou me colocando de zagueiro. Ele via o meu futebol parecido com o deles [pai e tios], e acabei indo para a defesa”, acrescentou Maia.

No início da carreira, Walisson enfrentou muitas dificuldades até se tornar jogador profissional. Reprovado em muitas peneiras de clubes pelo Brasil, o zagueiro revelou que quase chegou a desistir do futebol por conta das portas fechadas.

“Sempre foi difícil. Eu reprovei em algumas peneiras. E cheguei a desistir [do futebol] mesmo, não tentar mais. Era frustrante toda vez fazer uma peneira e acabar sendo reprovado”, continuou.

Aos 28 anos, o zagueiro soma passagens por Coritiba, Asa, Fortaleza, Ituano, Vitória, Boa Esporte e Atlético Sorocaba, mas recorda o início de tudo, no Toledo, do interior do Paraná, como o momento mais marcante de sua carreira: quando assinou o primeiro contrato profissional.

“Um momento marcante foi o meu primeiro contrato profissional, pelo Toledo, quando eu tinha 16 anos. Ter ligado para o meu pai e dizer que ele poderia assinar um contrato para mim, como eu era menor de idade na época, foi muito marcante. É uma sensação de que eu tinha conseguido, mesmo no começo da minha carreira”, contou.

Walisson Maia atuando pelo Coritiba (Crédito: Divulgação)

 

Contando com o apoio de seus pais e de seu tio, responsável por leva-lo até o Paraná para tentar uma oportunidade no futebol, Walisson Maia tem neles os verdadeiros heróis de sua infância.

Com alguns anos pela frente dentro de campo, Walisson Maia ainda tem sonhos para realizar como jogador de futebol. Há 10 anos jogando desde que subiu para o profissional, pelo Coritiba, ele alimenta o desejo de defender um clube fora do Brasil e atuar no futebol europeu.

“Por incrível que pareça, meu maior sonho é poder jogar fora do Brasil. Não cheguei a jogar em nenhum time fora daqui, então, eu sonho em ter essa experiência. Quero ver como é o futebol lá na fora, na Europa principalmente”, continuou.

Cumprindo quarentena ao lado de sua esposa, Letícia, e de suas filhas, Olívia e Antonella, em que faz questão de estampar em sua biografia de uma rede social, o zagueiro conta como gosta de aproveitar seu tempo junto com a família, intercalando com sua rotina pesada de treinos.

“Eu tenho uma rotina de treinos, de segunda à sábado. Eu sempre procuro fazer minhas as atividades físicas para manter o meu preparo quando o futebol voltar e não sofrer tanto. Gosto de estar em casa e sempre de brincar com as minhas filhas, sempre procuro estar com elas”, contou Walisson.

Trabalhando duro para seguir com os treinos durante o período de isolamento social, o zagueiro do Água Santa diz estar preparado para a retomada das competições.

“Para mim não vai afetar porque estou me cuidando. Hoje precisa ser um atleta profissional. Tem que cuidar do corpo, alimentação e sono. Tem se aprofundar bastante, vendo vídeos e assistindo jogos durante esse período de paralisação. Tem que rever o que vinha fazendo de errado, o que vinha fazendo certo e o que pode aperfeiçoar”, alertou Walisson Maia.

 
 
 
 
 
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Aos 28 anos, Maia ainda tem alguns anos pela frente antes de pendurar as chuteiras. Ele revelou que na paralisação por conta da pandemia de coronavírus teve tempo de pensar sobre a aposentadoria. Ele quer seguir no futebol, mas não projeta trabalhar como treinador.

“Com essa quarentena, tive muito tempo para pensar [sobre aposentadoria]. E eu já penso, na verdade, eu só sei fazer isso: jogar futebol. Quero seguir na área, mas não como técnico. Quero trabalhar como empresário. Eu penso nessa possibilidade, sim”, concluiu.

Hoje emprestado ao Água Santa, Walisson Maia fez parte do elenco que conquistou o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro pelo Coritiba em 2019.

Confira mais respostas:

Como você chegou ao Toledo, seu primeiro time profissional?

“Quando eu vim lá do Tocantins, tinha passado na peneira do Athletico-PR, e acabei reprovando. Então, um empresário me levou para o Toledo, no interior do Paraná. Não existe mais o clube, mas eu fiquei lá quase quatro anos.”

Como foi seu primeiro time grande, depois de ter sido recusado em uma peneira do Athletico-PR. Como foi sua introdução no Coxa?

“No início de 2009, lá no Toledo, não tinha equipe de base e eu tinha a idade de [jogador] júnior. Comecei treinando no profissional, mas não vinha tendo oportunidade. Então, eles me emprestaram para o Pato Branco, também do interior do Paraná, onde tinha o time de base. Foi onde eu me destaquei, enfrentando o Athletico-PR, Coritiba e Paraná, ganhando e indo bem nos jogos. O Marquinhos Santos, que foi o treinador que me reprovou no Athletico-PR naquela peneira, era o treinador do Coritiba e resolveu me contratar para disputar a Taça São Paulo.”

Quem são seus heróis da infância?

“Meu pai e minha mãe foram os grandes incentivadores da minha carreira, principalmente no começo. Também tem o meu tio, que foi quem me trouxe para cá, para a cidade de Curitiba, quando eu vim fazer o teste no Athletico-PR. Ele me acompanhou nesse período que eu estive na cidade. Eu devo muito [da carreira] a eles, que foram os meus incentivadores nesse período difícil que é o começo. Eles sempre me ajudaram.”

Se não fosse jogador de futebol, qual profissão seguiria?

“Se eu não fosse jogador de futebol , eu seguiria a carreira do meu pai, que hoje é militar. Acho que eu seguiria a carreira dele.”

Como você projeta o retorno do futebol? Acredita que vá mudar pelas próximas temporadas diante do cenário atual, em relação a torcida e disputa dentro de campo?

“Eu creio que vá mudar, sim. Acho que financeiramente deve ter algumas mudanças. Em relação a torcida, acho que os estádios diminuirão sua capacidade por conta das aglomerações. Dentro de campo, eu creio que deve manter, não deve mudar muita coisa que vinha acontecendo.”


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