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Vice-presidente do Atlético-MG diz que Cicinho deveria agradecer por desconto na Justiça e dispara: "Pare de falar besteira"

Ex-jogador afirmou que não tem mais carinho pelo clube após o pagamento de R$ 3 milhões na Justiça

Izabella Macedo Publicado em 30/06/2020, às 14h32

Vice-presidente do Atlético-MG diz que Cicinho deveria agradecer por desconto na Justiça
Vice-presidente do Atlético-MG diz que Cicinho deveria agradecer por desconto na Justiça - Instagram

Em recente entrevista ao Canal do Nicola, o ex-jogador Cicinho revelou que não tem mais carinho pelo Atlético-MG depois de ter sido condenado a pagar R$ 3 milhões ao clube na Justiça.

Como forma de resposta ao comentário do ex-lateral-direito, o vice-presidente do Atlético-MG, Lásaro Cândido da Cunha foi até as redes sociais para rebater a declaração.

O dirigente do Galo confirmou que o pagamento foi feito, mas segundo ele, Cicinho deveria agradecer, já que durante todo o processo, um desconto considerável foi dado, e o ex-jogador escapou de pagar cerca de R$ 10 milhões na ação.

Tudo começou em 2003, quando Cicinho acionou o Atlético-MG na Justiça e conseguiu a rescisão do contrato, por falta de pagamento de FGTS. Uma empresa que detinha 50% dos direitos econômicos processou o clube e o jogador para garantir seus direitos.

Os dois foram condenados a pagar aproximadamente R$ 18 milhões e o Atlético fez um acordo para reduzir sua parte para R$ 9 milhões.

"Cicinho jogou aqui até 2003, entrou na Justiça e conseguiu a liberação. Só que Cicinho e Atlético tinham um contrato com Axial, na época era uma empresa de São Paulo que tinha 50% dos direitos, em relação aos direitos econômicos do jogador. A empresa processou o Atlético e Cicinho, conjuntamente. Ambos foram condenados, valor total, em 2016, em torno de R$ 18 milhões. Nós já pegamos essa ação no fim. Temos um advogado, o Raul Ribeiro, que representou o Atlético, e nós coordenamos uma tentativa de composição, conseguimos com a Axial um valor que era mais de R$ 18 milhões reduzido para R$ 9 milhões. Mas o Cicinho não participou desse acordo. Ele ficou lá escondido e não quis participar inicialmente", disse o dirigente.

O clube afirma ter processado Cicinho, que acabou sentenciado a pagar R$ 10 milhões, de acordo com Lásaro da Cunha.

Segundo o dirigente, a diretoria Atleticana aplicou o mesmo desconto para o jogador, que teve a dívida reduzida para pouco mais de R$ 3 milhões.

"O que o Atlético fez? O processou. O valor da dívida dele, do pacote, pouco mais de R$ 10 milhões. Oferecemos para ele uma oportunidade. Fizemos o mesmo desconto que a empresa fez para o Atlético, e ele pagou para o Atlético R$ 3,2 milhões. E deve agradecer ao Atlético, porque o Atlético facilitou a vida dele, foi lá na empresa, fez acordo e depois negociou com ele em condições excepcionais. O advogado, na época, o Raul Ribeiro, obviamente recebeu seus honorários, porque ele atuou corretamente", contou.

"Pare de falar besteira, Cicinho. O Atlético não tem recordação de você. A recordação é péssima. Você deu prejuízo ao Atlético e deveria agradecer ao Atlético", concluiu.

Em sua entrevista, Cicinho deu sua versão sobre o caso e contou que sua passagem pelo clube não foi valorizada pela direção e atrasos eram constantes.

"Com o Atlético Mineiro eu tenho tristeza, sim. Eu fui contratado, depois fui emprestado, e no melhor momento meu no Atlético, o Atlético não agiu com honestidade comigo. Meu salário era muito baixo, enquanto tinha jogador com salários estrondosos. Eles atrasavam meu salário, foi quando eu entrei na Justiça e peguei meu passe, porque não agiram com honestidade. Tanto que eu saí depois de muitos anos e, no ano passado, eu perdi uma ação para o Atlético, porque tinha uma cláusula em que eu tinha que ter notificado se eu saísse do clube, e tive que pagar R$ 3 milhões para o clube. Então, eu nunca ganhei dinheiro nenhum do Atlético Mineiro", disse antes de completar.

"Só para que o torcedor entenda, eu joguei três anos no Atlético, e todo o dinheiro que eu ganhei, eu tive que pagar numa ação judicial, senão iam penhorar alguns bens meus. Eu não tenho nada contra o torcedor, mas, sobre o Clube Atlético Mineiro, é uma memória que não é agradável para mim e ficou essa falta de honestidade do clube, que perdeu um dinheiro para o banco Axial e eu que tive que pagar. Mas tudo isso foi resolvido. Não guardo mágoa, mas torço para que não se dê bem o Atlético Mineiro (risos). Três milhões e mais 300 mil para o advogado deles, senão iam penhorar alguns bens meus. (...) O Atlético Mineiro nunca me pagou um real. Tudo que me pagou, eu paguei em dobro. Eu dei R$ 1,5 milhão e três parcelas R$ 500 mil, mais os R$ 300 mil do advogado. É um clube que não tenho carinho nenhum, prazer nenhum. Tenho prazer pelos torcedores e pelo time, que é fantástico, mas diretoria e essas coisas não me agradam", finalizou.

 

 

 
 

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