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Presidente do Atlético-GO diz que técnicos brasileiros estão atrás de estrangeiros e dispara: "Tem muito técnico que é treinador de cachorro"

Adson Batista, dirigente do Atlético-GO, comentou sua visão com relação a forma de trabalho encontrada pelos técnicos no Brasil

Redação Publicado em 04/08/2021, às 07h33

Adson Batista, presidente do Atlético-GO em sua sala durante gravação de vídeo pelo clube - Transmissão Dragão TV
Adson Batista, presidente do Atlético-GO em sua sala durante gravação de vídeo pelo clube - Transmissão Dragão TV

Atualmente, é mais difícil encontrar presidentes que se mostrem grandes torcedores do time que comanda, especialmente em público. Um exemplo de mandatário louco pelo clube é Adson Batista, do Atlético-GO, que também guarda um recorde como torcedor.

Nesta quarta-feira, 4, por exemplo, o Atlético-GO encara o Athletico, às 19h15 (horário de Brasília), pelo jogo de volta das oitavas-de-final da Copa do Brasil, e certamente Adson Batista estará na torcida.

Para se ter uma ideia, o presidente tem um incrível "recorde" como cartola, e também torcedor do Rubro-Negro, e quer manter também nesta noite.

"Em 16 anos (como dirigente do clube), nunca perdi um jogo do Atlético", contou Adson em entrevista ao site "ESPN", no CT do Atlético-GO, no final de junho.

No entanto, além de ser conhecido como uma espécie de amuleto da sorte, Adson Batista também não tem papas na língua, e fala o que pensa. Por conta disso, ele acaba se envolvendo em polêmicas, como a que aconteceu por conta de uma declaração sobre treinadores.

Durante a entrevista, o presidente foi bem sincero ao avaliar a forma de trabalho dos treinadores brasileiros, com os estrangeiros. Em sua opinião, Adson apontou que os treinadores nacionais estão muito atrasados em relação aos gringos.

Além disso, ele indicou que os comandantes precisam ter uma "qualificação profunda" para estar no mesmo nível dos técnicos do exterior, e foi aí que a polêmica bateu. Adson avaliou que alguns treinadores brasileiros parecem que treinam cachorros, e não pessoas.

"Eu vejo que o futebol brasileiro ainda precisa evoluir muito, em todos os sentidos. Algumas coisas dentro do campo têm que evoluir muito, taticamente falando. Eu vejo alguns treinadores, e olha que já trabalhei com muitos... Tem muito técnico que é treinador de cachorro, fica ali na beira do campo batendo palma e gritando 'pega, pega, pega', mas não sabe nem do que está falando em termos de tática", disse.

"Muitos treinadores dependem muito de seus auxiliares e trabalham só com nome também. Então, eu acho que precisa de uma qualificação profunda dos treinadores brasileiros. Eles estão ficando para trás. Isso é uma opinião minha", continuou.

"Respeito todos os treinadores brasileiros, respeito a história de cada um, mas ter sido jogador de futebol não é garantia de que será um grande treinador. Tem que ter feeling, tem que ter dom e tem que estudar muito", completou Adson.

Nos últimos anos, muitos treinadores brasileiros viajaram para fora do país para fazer uma espécie de estágio em clubes do exterior, para ganhar experiência, e aprender um pouco sobre a forma que os demais profissionais atuam.

No entanto, para o mandatário do Atlético-GO, esse tipo de experiência não serve de nada.

"Eu recebo informações de que alguns treinadores estrangeiros que vieram para o Brasil são muito estudiosos e estão um passo à frente dos brasileiros. Então, nós precisamos realmente qualificar melhor para ver uma evolução", avaliou.

"Não adiante o cara falar: 'Ah, eu fui lá no Manchester City, no Chelsea, e fiz um estágio lá'. Isso não adianta nada! O cara tem que fazer um curso bem feito, um negócio bem organizado, profundo, para que realmente qualifique. E não é um negócio só para ganhar dinheiro, e para falar que tem um certificado, porque não adianta nada se não tiver conceito e conteúdo nenhum", finalizou.


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