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Futebol » PALAVRA DO PROFESSOR!

Tiago Nunes quebra o silêncio, analisa Corinthians e comenta sobre rótulo de treinador ofensivo

Técnico falou com a imprensa pela primeira vez desde a parada dos campeonatos

Izabella Macedo Publicado em 29/07/2020, às 14h57

Tiago Nunes quebra o silêncio, analisa Corinthians e comenta sobre rótulo de treinador ofensivo
Tiago Nunes quebra o silêncio, analisa Corinthians e comenta sobre rótulo de treinador ofensivo - Transmissão Corinthians TV

Depois de quatro meses longe dos microfones, o treinador do Corinthians, Tiago Nunes voltou a falar com a imprensa.

Ele quebrou o silêncio em uma entrevista coletiva online, que aconteceu na manhã desta quarta-feira, 29, véspera da partida diante do Red Bull Bragantino, pelas quartas de final do Paulistão.

"Em nenhum momento nesta pandemia me senti à vontade para falar de futebol, de jogo, sendo que tem assuntos em pauta mais importantes. Me surpreende falar de futebol, não via importância alguma em falar de futebol, política, questões técnicas e táticas, sendo que os holofotes tinham que estar na vida. Não houve nada de proibição (da parte do clube), meus valores ficaram voltados para isso. Fiz uma palestra de 40 minutos em Santa Maria numa universidade, mas não via razão pública de falar de futebol ou Corinthians numa pandemia", justificou o técnico, que desde o fim de março só havia se pronunciado pela Corinthians TV, canal oficial do clube.

Logo no início, o técnico foi perguntado se durante esse período de parada, ele parou para repensar algumas decisões que foram tomadas em seus primeiros momentos de Corinthians e se deveria ter implementado seu estilo de jogo de forma gradual no elenco.

"Fui contratado por ter um perfil mais parecido com o que Andrés (Sanchez, presidente) e Duílio (Monteiro Alves, diretor de futebol) queriam implementar. Na filosofia de jogo, você precisa entender o contexto do lugar a que você está chegando e tentar fazer a ideia tomar corpo no jogo. O reflexo do meu trabalho são os jogadores. Às vezes joga bem, às vezes não joga bem. O que é jogar bem?", disse antes de completar.

"Vivemos um momento em que todas as pessoas são rotuladas, vivemos um mundo de rótulos. Em nenhum momento eu me rotulei um treinador ofensivo, sou um treinador desportivo. Ele passa pela capacidade técnica, de gestão, de fazer a equipe transitar em todas as ideias de jogo. Sei que o que me trouxe até aqui foram as atuações do clube anterior, ideias que carrego há uma década, mas tem um prazo, leva uma condição de carência para cumprir e colocar em prática", concluiu.
Tiago Nunes ainda lembrou que tem apenas 14 jogos oficiais pelo clube Alvinegro e que ainda assim, recebe uma exigência imediata por resultados positivos.
Mesmo com a eliminação precoce na Copa Libertadores e com a dificuldade para se classificar no Campeonato Paulista, ele destacou o bom ambiente entre jogadores e comissão técnica.

Com relação a partida desta quinta-feira, 30, diante do Red Bull Bragantino, o comandante Alvinegro justificou por que vê o adversário em vantagem.

"Coloquei o Bragantino como favorito como questão óbvia desportiva, é o líder geral da primeira fase, então tem o favoritismo. Não acompanho repercussão, para mim isso não afeta, mas por uma questão simples e direta do rendimento deles neste primeiro momento. O que me preocupa é o Corinthians, é estar bem, fazer bom jogo, estar concentrado. A camisa do Corinthians pede que a gente busque as vitórias. É com os jogadores, vamos dar suporte para que as coisas corram bem", analisou.

O desempenho do elenco antes da quarentena e também depois foi avaliado, especialmente nos duelos contra Palmeiras e Oeste.

"Quando a gente fala de estatísticas, precisa lembrar que tivemos rendimento de vitórias, derrotas e empates, mas rendimento estatístico dentro dos jogos sempre foi superior, raramente ficamos abaixo, menos do resultado, que é o que dá três pontos. Jogamos bem, criamos mais chances na maior parte dos jogos, mas não vencemos. (Contra Palmeiras e Oeste) Não fizemos dois grandes jogos, mas vencemos, que era necessário para a classificação. Estamos internamente bem. Vamos crescendo jogo a jogo. Passamos por duas etapas de ano diferente. Estamos reiniciando tudo, todas as equipes. Existe uma oscilação normal, buscamos os melhores jogadores para a ideia predeterminada, a ideia não mudou desde o primeiro jogo. Mudam jogadores, aí alterna performance. Queremos uma equipe que ataque bem, recupere bem, que tenha bola parada eficiente, coisas com que um treinador tem que se preocupar", finalizou.

Por fim, Tiago Nunes evitou das dicas de como entrará em campo para a decisão do mata-mata do Paulistão e dessa forma, o Corinthians deve jogar com:

Cássio, Fagner, Gil, Danilo Avelar e Carlos Augusto; Gabriel, Camacho (Cantillo ou Ederson) e Luan; Ramiro, Mateus Vital (Janderson ou Everaldo) e Jô.


 
 
 
 

 

 

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