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Futebol / PERIGO!

Roubos aos jogadores crescem na Europa e deixa grandes clubes em alerta

Mais de 50 casos de assaltos aos jogadores na Europa aconteceram desde 2018, impactando na rotina dos atletas; grupos criminosos são especializados

Redação Publicado em 13/02/2024, às 13h43

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Joelinton - Getty Images
Joelinton - Getty Images

Carros de luxo, celulares, dinheiro, roupas e até mesmo uma medalha da Champions League já foi levada das casas de alguns jogadores de futebol dos principais clubes da Europa. Os crimes estão cada vez mais frequentes e são cometidos por grupos criminosos altamente especializados no assunto. O que complica é que o número de casos solucionados pelas polícias locais são baixos.

Em um levantamento feito pelo “GE”, mais de 50 casos já aconteceram desde dezembro de 2018. Alguns atletas de clubes como Paris Saint-Germain, Barcelona, Real Madrid e Manchester City, principalmente muitos brasileiros, já foram vítimas dos acontecimentos. Poucos conseguiram seus pertences de volta, e a maioria adotou adotou pequenas e grandes mudanças em seu estilo de volta, na busca de mais segurança para suas famílias e pessoas próximas.

O caso mais recente entre os brasileiros foi do meio-campista Joelinton, do Newcastle, da Inglaterra. A casa do jogador foi alvo de três criminosos em janeiro, enquanto o meia estava no estádio St. James Park, acompanhando o duelo de seu time contra o City. Até o momento, os oficiais locais não compartilharam nenhum avanço na investigação.

Pouco tempo antes, Jack Grealish também teve sua casa roubada, enquanto estava em campo contra o Everton, em Liverpool. Familiares e sua namorada, Sasha Attwood, estavam na residência na hora. Os criminosos levaram joias e relógios, dando um prejuízo de mais de R$6 milhões para o atacante da Inglaterra. O aumento desse tipo de crime no país virou pauta entre os jogadores do Citizen e o treinador Pep Guardiola, que revelou ter recebido orientações do clube, no meio do ano passado.

O atacante brasileiro Kaio Jorge também teve sua casa furtada na Itália, quando ainda atuava pela Juventus. Os criminosos levaram bolsas da mãe do jogador, além de óculos, roupas de marca, jóias e um carro. Nos acontecimentos ao redor da Europa, existem padrões que se repetem: os assaltantes agem geralmente quando sabem que o atleta não está em casa, seja por conta de uma viagem a lazer, a trabalho ou até mesmo na hora do jogo na própria cidade. Até mesmo Rodrygo teve sua casa roubada em maio do ano passado, quando estava em campo com o Real Madrid pela final da Copa do Rei.

Segundo o levantamento do “GE”, o país com mais assaltos a jogadores por enquanto é a Espanha, com 23. Em seguida, a França, com 14, depois a Inglaterra, com 11, Portugal, com quatro, e por fim, a Itália, com três. Alemanha e Grécia também possuem acontecimentos parecidos, com somente um.

A Globe Initiative é uma organização independente dedicada a encontrar novas estratégias contra o crime organizado. Fujona Mejdini, diretora do Observatório para o sudeste da Europa da GITOC, não acredita que exista uma rede conectando todos os roubos. Mas, destaca o nível de especialização dos criminosos. “Roubos desse tipo são um tipo de especialização do crime. Há tradição, preparação contínua, investimento para ser melhor tecnicamente a cada geração. O que vemos agora na Europa é especialização no que fazem. E há o elemento da transnacionalidade do roubo: você se especializa num lugar, mas vai para outro cometer o crime”, afirmou.