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Ricardo Oliveira relembra saída do Atlético-MG e desabafa: "Fiquei muito decepcionado"

Fora do Atlético-MG, Ricardo Oliveira ainda falou sobre o convívio com Sampaoli

Redação Publicado em 29/06/2021, às 14h17

Ricardo Oliveira deixou o Atlético-MG no ano de 2020 - GettyImages
Ricardo Oliveira deixou o Atlético-MG no ano de 2020 - GettyImages

No ano de 2020, o atacante Ricardo Oliveira viveu momentos não muito agradáveis com a camisa do Atlético-MG. Após a pausa no futebol brasileiro por conta da pandemia de coronavírus, o jogador foi informado de que não estaria mais nos planos para a temporada.

E a situação deixou Ricardo Oliveira bastante decepcionado. Após quase um ano depois do episódio, o atacante decidiu abrir o coração e relembrar a polêmica saída do Galo. Em entrevista ao jornalista Jorge Nicola, o artilheiro disparou críticas contra a antiga diretoria do clube.

 

“Eu fiquei muito decepcionado pela forma com que, não o jogador, porque o jogador é o seguinte: se você está produzindo, você vale alguma coisa; se você não está produzindo, não vale o jogador e não vale a pessoa. Há uma mistura. E como que separa? Quando cheguei em 2018, dei resultado, fui artilheiro do time no ano”, iniciou.

Em 2019, fui artilheiro do time junto com o Róger Guedes. Em 2020, o time teve muitas mudanças. Eu sou um cara muito sincero, eu sei quando estou devendo, eu dou a cara para bater, não fico dando voltinha, dando desculpa”, falou Ricardo Oliveira.

Além de falar sobre sua situação, Ricardo Oliveira também criticou bastante a organização do Atlético-MG. Segundo ele, o clube não vivia bom momento por conta das constantes mudanças de treinadores e diretores.

Infelizmente, em 2019 a gente já vinha sofrendo com muitas trocas de treinadores. Foram três treinadores. E teve as mudanças de diretor: primeiro o Alexandre Gallo, depois o Marques e o Rui Costa. Uma loucura, vem jogador, sai jogador. Em 2020, a gente começa o campeonato veio a pandemia”, contou Ricardo Oliveira, que emendou:

Não posso dizer que o clube estava uma bagunça, mas faltou organização. No primeiro ano, tive dois treinadores. No segundo ano, tive outros, vários diretores (...). Demonstra que falta organização ou planejamento. Não posso falar que estava uma bagunça, mas estava um pouco distante de ser organizado”.

RELAÇÃO COM SAMPAOLI

Ainda no ano de 2019, Ricardo Oliveira foi convidado por Sampaoli para se transferir ao Santos. Porém, o atacante optou por permanecer no Atlético-MG e não atendeu ao convite do treinador argentino.

E quis o destino que ambos se encontrassem no próprio Atlético-MG no ano de 2020. Contudo, a relação não foi das melhores e Ricardo Oliveira sequer foi informado de que não estaria nos planos do argentino.

Veio o Sampaoli para o Atlético, ele me queria no Santos em 2019. A gente conversava, trocava mensagens, ele insistiu para que eu pudesse brigar no Atlético para ir para o Santos em 2019. Eu falei que não era do meu perfil isso, não vou brigar com o Atlético e se tiver que sair vai ser para o bem meu e do clube. O presidente da época era o Sérgio Sette Câmara. Ele me ligou e pediu para eu não sair, falou que eu era um líder importante no elenco", detalhou.

Quando o Jorge Sampaoli chega, fiz o primeiro jogo do Campeonato Mineiro com ele. Veio a pandemia e depois disso todo mundo sumiu. Não me atenderam e comunicaram depois da apresentação que eu não ia me apresentar no primeiro momento, porque seria em grupo reduzido. O tempo foi passando, ninguém me mandou mensagem e eu comecei a me manifestar. Depois me disseram que não contavam mais comigo. Falaram depois de tanto tempo e sem me pagar os vencimentos. E eu esperei e não tive mais saída e vi que era algo pessoal e tive que entrar na Justiça. Se o entendimento é que não estava com o rendimento esperado, chama, olha no olho e diz que não dá”, concluiu.


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