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Presidente do Barcelona comenta saída de Messi, e reforça motivo: "O clube está acima, inclusive do melhor do mundo"

Messi acabou deixando o Barcelona para que o clube pudesse se adequar ao teto salarial imposto pela La Liga

Redação Publicado em 06/08/2021, às 08h09

Messi com a camisa do Barcelona em campo pelo clube - GettyImages
Messi com a camisa do Barcelona em campo pelo clube - GettyImages

Nesta quinta-feira, 5, o mundo da bola recebeu a tão temida notícia de que Lionel Messi não continuará no Barcelona depois de tantos anos, e conquistas com a camisa do clube catalão, mas não teve jeito, e o presidente da equipe reforçou o motivo pelo qual ele teve que sair.

 

Imposições financeiras, foi o que Joan Laporta alegou em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira, 6, no auditório 1899 do Camp Nou, para explicar a saída de Messi. Depois de informar aos jogadores, foi a vez do mundo saber.

"Infelizmente temos uma instituição com 122 anos de história, que está acima de tudo, de todos os jogadores, inclusive do melhor jogador do mundo, do presidente. Ele nos deu tanta coisa, estaremos agradecidos eternamente. Os motivos pelos quais não pudemos e decidimos (não renovar) foram as razões econômicas muito claras, em que se encontram a entidade", contou o presidente do Barcelona.

"Quero deixar claro que Leo queria ficar, e que o clube queria que ele ficasse. É a sua casa", reforçou o mandatário.

Eleito novamente para o cargo da presidência em março deste ano, a principal missão de Laporta era justamente garantir que Messi renovasse seu contrato. Ex-presidente do Barcelona em dois mandatos, entre 2003 e 2010, este, certamente, foi o maior desafio do mandatário.

Laporta ainda informou que não quer dar falsas esperanças, para que o torcedor espere que daqui alguns dias, a situação mude, e Messi continue no clube. O presidente contou que ambas as partes fizeram de tudo, mas a renovação não foi possível.

"Não quero gerar falsas expectativas. Há um tempo limite, e o jogador tem outras propostas. Leo colocou todas as facilidades possíveis: jogar dois anos, e o pagaríamos em cinco. Queríamos que o 'pós-Messi' começasse em dois anos, mas não foi possível. Temos que conseguir que o Barça, sem Messi, siga dando alegrias aos torcedores", disse.

De acordo com o Barcelona, obstáculos econômicos e estruturais foram os principais motivos que impediram a assinatura de um novo vínculo de Messi, que teve seu contrato encerrado no dia 30 de junho.

Acontece que a equipe catalã precisaria reduzir sua folha salarial para não ultrapassar o limite imposto pela La Liga, e não renovar com Messi seria a única forma encontrada para se adequar, e ainda continuar com os demais jogadores.

"Desgraçadamente, recebemos uma herança nefasta. A folha salarial representa 110% das receitas do clube. Não temos margem salarial. Quando chegamos ao clube, os números apresentados depois da auditoria foram muito piores do que nos haviam dito e do que prevíamos. As perdas são muito elevadas, as dívidas muito elevadas. Não temos margem", lamentou o presidente.

Messi chegou ao Barcelona com apenas 13 anos, em 2000, e estreou como profissional em outubro de 2004. Sendo o maior jogador da história do clube, por lá ele já marcou 672 gols, 288 assistências em 778 jogos oficiais com a camisa do Barça.

Somando tudo, o argentino conquistou 35 títulos com a camisa da equipe catalã, dentre eles quatro edições da Liga dos Campeões e 10 do Campeonato Espanhol.

"Ele deixa um legado excelente. É o jogador com mais títulos da história do clube. Deixa a marca da melhor etapa da história do clube. Nos deixou muitas alegrias, uma ilusão coletiva, muitas imagens para a história", finalizou Laporta.


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