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Piqué e dirigente de Federação esportiva são denunciados por corrupção

Zagueiro do Barcelona, Gerard Piqué gerencia empresa de eventos que estaria negociando comissões com a Federação para realizar Supercopa da Espanha no Oriente Médio; entenda o caso

Redação Publicado em 19/04/2022, às 15h11

Gerard Piqué, no Barcelona - Getty Images
Gerard Piqué, no Barcelona - Getty Images

Gerard Piqué, do Barcelona, e a Federação Espanhola de Futebol foram protagonistas de uma polêmica envolvendo a Supercopa da Espanha. De acordo com informações divulgadas pelo jornal “El Confidencial”, Piqué havia trocado mensagens com Luis Rubiales, presidente da organização, que revelam a concessão de 40 milhões de euros (por parte da Kosmos, empresa do jogador) para cada edição do campeonato organizada no Oriente Médio.

Nos termos explicitados, a Kosmos teria recebido, em comissão, 4 milhões por temporada. O zagueiro e Rubiales foram denunciados pelo Ministério Público de Combate à Corrupção sob a justificativa de corrupção entre particulares, prevaricação, suborno e administração desleal. A denúncia foi feita nesta terça-feira, 19, pelo presidente do Centro Nacional de Formação de Treinadores, Miguel Castellanos.

 

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"A série de arquivos revela, entre outros escândalos, que Piqué teve um papel decisivo nas negociações para a realização da Supercopa na Arábia Saudita e teve ao longo desse processo um tratamento privilegiado por parte de Rubiales por motivos não esclarecidos", pontuou o jornal espanhol. Em conversa com repórteres na plataforma Twitch, Piqué havia se pronunciado sobre o caso:

“A Kosmos ajuda a Sela [empresa saudita] e nós somos pagos pela Sela e não pela RFEF [Federação Espanhola de Futebol]. Não sei como funciona em termos de advogados e contratos. Compreendo que faz parte do contrato com a Sela, mas isso é tratado pelos nossos advogados”, explicou o jogador.

Gerard Piqué
Piqué em partida pela La Liga (Créditos: Getty Images)

 

"A Kosmos é uma empresa, não sou eu pessoalmente. Oficialmente, recebemos a comissão diretamente do Governo da Arábia Saudita. Eu não tenho qualquer acordo comercial com a Federação Espanhola de Futebol. Aceito debater a moralidade do ato, mas, neste caso, a única coisa ilegal é a divulgação dos áudios. [...] Não me arrependo. Penso que fizemos um trabalho muito bom. Acredito que nada do que foi feito é ilegal ou moralmente errado”, concluiu.


 

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