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Futebol » DESABAFO!

Pai de Pablo Henrique pede justiça e dispara contra o Flamengo: “Diretoria omissa”

No próximo sábado, 8, a tragédia que matou 10 jovens completa um ano

Pedro Ungheria Publicado em 07/02/2020, às 14h23

Tragédia completou um ano e segue com muitos pontos em aberto!
Tragédia completou um ano e segue com muitos pontos em aberto! - GettyImages

Em novembro do ano passado, uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) foi criada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para apurar o incêndio no Ninho do Urubu.

Nesta sexta-feira, personagens envolvidos na tragédia do centro de treinamento foram convocados e dirigentes da atual e da anterior gestão do Flamengo não compareceram. O clube rubro-negro informou que enviou apenas representantes, o diretor jurídico Antonio Cesar Dias Panza e o advogado William de Oliveira.

Após a ausência, o presidente da CPI ordenou o despacho do pedido de condução coercitiva para Rodolfo Landim (presidente do Flamengo), Rodrigo Dunshee (vice jurídico do clube) e Marcos Braz (vice de futebol).

Segundo informado pela assessoria da presidência da Comissão, o pedido deve ser protocolado antes de valer. Portanto, a condução só poderá acontecer em uma próxima sessão, ainda sem data definida.

Em tons de desabafo, o pai de Pablo Henrique, uma das vítimas deixou o local e, segundo a FoxSports, falou um pouco do sentimento negativo que o habitava naquele instante. Pedindo justiça, Wedson Candido disse:

"Não tenho raiva da torcida nem do time, mas acho que essa diretoria omissa vai deixar uma mancha muito grande. O time do tamanho do Flamengo não tem carinho de nos ligar? Justiça é para rico, para pobre não existe. Se a gente tivesse o peso que o Flamengo tem já teria resolvido”.

Escolhido para representar a famílias, o senhor ainda disse que sente muito o fato do rubro-negro ter abandonado pessoas que passaram por momentos de extrema dor, justamente pelo fato de terem perdido aqueles que traziam fios de esperança de um futuro melhor para dentro de suas casas.

"A gente foi convidado para participar dessa reunião. Até então a gente não sabe o que vai acontecer. Nesse um ano não tivemos contato nenhum com o Flamengo. Total desprezo. O Flamengo nos abandonou. Não procura, não conversa. Desde a tragédia, conversei com o Flamengo uma vez. Mas não falei com dirigente, advogado", explicou.

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