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Nike rompeu contrato com Neymar após acusação de assédio sexual

Pai de Neymar nega acusação feita por funcionária que teria sido assediada pelo jogador, em denúncia revelada pelo “Wall Street Journal”

Redação Publicado em 28/05/2021, às 08h19 - Atualizado às 08h21

Neymar Jr, atacante do PSG
Neymar Jr, atacante do PSG - GettyImages
Em agosto de 2020, a Nike encerrou o contrato de patrocínio de Neymar Jr após 15 anos de parceria. O rompimento do vínculo entre a empresa de materiais esportivos e o atacante do PSG envolveu um suposto caso de assédio sexual denunciado por uma funcionária contra o jogador, segundo a publicação do “Wall Street Journal” desta quinta-feira, 27. 
 
A conselheira geral da Nike, Hilary Krane, confirmou ao jornal que o fim do contrato aconteceu por Neymar não colaborar com as investigações do caso, que teria ocorrido em 2016. 
 
“A Nike encerrou seu relacionamento com o atleta porque ele se recusou a cooperar em uma investigação de boa-fé de alegações confiáveis feitas por uma funcionária de irregularidades cometidas”, declarou Hilary. 
 
De acordo com a publicação, o jogador foi acusado por um suposto caso de abuso sexual contra uma funcionária da empresa. Neymar foi denunciado em 2018, em um fórum organizado por lideranças da Nike para seus funcionários. Uma investigação independente foi aberta no ano seguinte e teve resultados considerados “inconclusivos” pela fabricante. O contrato com o atacante do PSG foi encerrado por ele não colaborar com as investigações. 
 
Ainda segundo o jornal, a funcionária relatou aos colegas e amigos que Neymar tentou forçá-la a fazer sexo oral em um quarto de hotel durante uma passagem por Nova York. Ela trabalhava na coordenação de eventos e logística para o jogador e sua comitiva. 
 
A funcionária da Nike fez a denúncia ao chefe de recursos humanos e conselho geral da empresa em 2018, depois da realização de uma pesquisa interna sobre tratamento às mulheres. A Nike contratou advogados do escritório Cooley LLP para tocar a investigação iniciada em 2019. 
 
“A Nike ficou profundamente perturbada com alegações de abuso sexual feitas por uma de nossas funcionárias contra Neymar Jr. O suposto incidente aconteceu em 2016 e foi oficialmente relatado à Nike em 2018. A funcionária se manifestou para relatar a experiência em um fórum criado pelas lideranças da Nike para fornecer um ambiente seguro onde funcionários e ex-funcionárias pudessem, confidencialmente, compartilhar suas experiências e preocupações. Desde o início tratamos as alegações da funcionária com grande seriedade”, relatou a Nike ao “UOL Esporte”. 
 
De acordo com o “Wall Street Journal”, a empresa ainda tinha mais oito anos de contrato com Neymar quando o patrocínio foi encerrado, em 31 de agosto de 2020. O jogador brasileiro logo assinou a parceria com a Puma. A Nike afirmou que o assunto não foi tratado publicamente porque a investigação do suposto caso de assédio sexual ainda está em curso. 
 
“A investigação foi inconclusiva. Não emergiram fatos suficientes que nos permitam falar substancialmente sobre o assunto. Seria inapropriado para a Nike fazer uma declaração acusatória sem poder oferecer fatos que a suportem. A Nike encerrou sua relação com o atleta porque ele se recusou a cooperar em uma investigação de boa-fé de alegações críveis de uma funcionária. Continuamos respeitando a confidencialidade da funcionária e reconhecemos que essa tem sido uma longa e difícil experiência para ela”, informou a fabricante de materiais esportivos, por meio de uma nota divulgada à imprensa. 
 
Ao “Wall Street Journal”, uma porta-voz do camisa 10 do PSG negou todas as acusações feitas contra o atacante. A nota afirma que o fim do vínculo se deu por motivos comerciais. 
 
“Neymar Jr. se defenderá vigorosamente contra esses ataques infundados caso alguma reclamação seja apresentada, o que não aconteceu até agora”, informou o comunicado enviado pelo representante de Neymar. 
 
O pai de Neymar Jr se manifestou em entrevista à “GloboNews” logo após a publicação da reportagem. Ele também negou que o filho tenha cometido assédio sexual, revelou surpresa com o caso e reiterou que o contrato com a empresa não foi encerrado pela denúncia de assédio. 
 
“Nós estamos surpresos, a gente não sabe o que está acontecendo, só soa estanho para a gente. Por que a Nike solta essas coisas agora?”, disse Neymar pai. 
 
“Claro que não, claro que não, ela queria fazer uma investigação que a gente não sabia (da alegação de assédio sexual)... O contrato da Nike foi rompido unilateralmente por falta de pagamento. Não tem nada a ver com isso (assédio)”, declarou o pai do jogador.
 
De acordo com o jornal, Neymar foi retirado das ações de marketing da empresa naquele momento. Representantes do brasileiro foram ouvidos na investigação, mas o próprio jogador se recusou a dar declarações. 
 
A porta-voz de Neymar ainda relembrou ao jornal uma denúncia de assédio sexual feita pela modelo Najila Trindade contra o brasileiro, em 2019. O caso foi arquivado posteriormente. 
 
“Semelhante às alegações de agressão sexual feitas contra ele em 2019 – alegações de que as autoridades brasileiras consideraram Neymar Jr. inocente – essas alegações são falsas”, alegou.

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