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EXCLUSIVO: Natanael, do Internacional, comenta sobre rodízio de treinadores no Brasil e experiência com Eduardo Coudet

Em entrevista ao SportBuzz, o lateral-esquerdo ainda citou algumas dificuldades no processo de adaptação quando voltou ao Brasil, após 4 anos na Bulgária

Pedro Ungheria Publicado em 23/04/2020, às 11h09

Natanael atuando pelo Internacional
Natanael atuando pelo Internacional - Divulgação/Ricardo Duarte

Revelado pelo Operário em meados de 2009, Natanael não esperava a quantidade de voltas que sua vida daria no mundo esportivo. O lateral-esquerdo, que colecionou passagens pelo Serra e Cuiabá, até chegar ao Athletico PR, em 2014, sonhava em desempenhar um bom futebol em seu país de origem, para que pudesse ganhar a expressividade necessária e atuar na Europa. E não é que isso aconteceu?

Depois de se destacar pelo Furacão, Natanael optou pelo Ludogorets, da Bulgária, onde realmente mostrou seu diferencial e se tornou um grande ídolo dos torcedores. Em uma entrevista exclusiva para o SportBuzz, ele contou um pouco sobre o processo de adaptação ao futebol búlgaro e suas principais dificuldades.

“Fiquei 4 anos fora do Brasil. Para mim foi uma experiência grande. Não tinha ido ainda jogar fora, eu escolhi a Bulgária. A adaptação do primeiro ano foi difícil, mas como o time tinha bastante brasileiros, sete no total, isso ajudou, mas o clima, a comida, tradição do país, isso foi um pouco mais difícil de adaptar”, relembrou ele.

Ainda no assunto, o craque de Campina Grande, que tem Roberto Carlos como sua principal referência na posição, deixou claro que o estilo de jogo é um dos fatores que mais chamam atenção durante o momento da troca. Enquanto o futebol brasileiro exige um pouco mais do físico, no Ludogorets ele teve que aprender a lidar com jogos mais cadenciados, onde as questões táticas são priorizadas. 

“Agora mesmo voltando de lá tive dificuldade também pelo Inter, no ano passado logo que cheguei. As competições aqui são muito fortes, exigem muito da gente. Tive dificuldade para adaptação. Tive duas lesões, me atrapalhou. Estava começando a engrenar, na sexta partida eu sofri a primeira lesão. Depois voltei forte e tive mais uma. Conta muito esse trabalho por ser cadenciado, não tão intensivo e ser mais tático, isso foi difícil quando voltei para o Brasil”, refletiu o craque.

Atualmente com 29 anos, ele voltou ao Brasil depois de vencer o Campeonato Búlgaro três vezes e a Supercopa local uma. Ele teve a opção de retornar tanto para o Furacão, quanto para o Inter. Na hora da tomada de decisão, ele optou pelo clube gaúcho.

“Então, na verdade teve uma especulação do Athletico na época que eu estava vindo da Bulgária, falei com meu empresário. Ele conversou com diretor e presidente do Furacão, infelizmente não deu certo, depois veio essa proposta do Inter. Até pelo fato de eu ter ido pro Inter, porque o mesmo está nas melhores competições, Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro. Por querer ir também, pela experiência de jogar em outro clube no Brasil. Foi isso que me ajudou a ter essa decisão”, pontuou Natanael.

No Internacional, o atleta já teve diversas experiências. No período em que está no clube já passou pelas mãos de três treinadores diferentes: Odair Hellmann, Zé Ricardo e, atualmente, Eduardo Coudet. Em seu ponto de vista, este rodízio de treinadores é algo novo, afinal, na Europa é mais difícil de acontecer. Por mais que seja algo não tão proveitoso, devido a falta de sequência de jogos, o profissional disse que busca tirar sempre um aprendizado, seja lá qual for a situação.

Natanael atuando pelo Internacional (Divulgação/Ricardo Duarte)

 

“Eu trabalhei com os três. Acho que desde que cheguei ao Inter que teve essas mudanças. Isso serve de experiência pra mim e até então eu estava fora do Brasil e era difícil acontecer este tipo de situação. No Brasil isso é frequente, o time precisa de resultado, a torcida cobra bastante. Infelizmente quando não se tem resultado, existe esse tipo de situação, que é a troca de treinadores, mas pra mim foi uma experiência, estava muito tempo fora e antes de sair, trabalhei com poucos técnicos. Carrego como um conhecimento que eu não tenho. Fui feliz até hoje com os três e agora o Coudet. Estou muito feliz, quero trabalhar a aproveitar minhas oportunidades”, enfatizou.

Sobre o trabalho de Eduardo Coudet, Natanael revelou que teve muita identificação, justamente por essa gana de vencer, raça e intensidade nas partidas. Vivendo um aprendizado constante com o argentino, o lateral revelou que fica surpreso com a forma com que ele costuma trabalhar o elenco.

“Então, o trabalho do Coudet como todos falaram e ele mesmo fala são trabalhos bem qualificados, trabalhos bem fortes, ritmo e intensidade fortes e eu acho que é com isso que nossa equipe precisa. Intensidade, volume de jogo, velocidade e a cobrança. Cada um tem sua característica e ele trabalha em cima disso. Atualmente no Inter é ele, e aquela coisa do argentino, a cobrança, determinação, raça, força física e no jogo, sempre querer vencer. Isso é principal dele. Entrar em todos os jogos para vencer”, afirmou. 

Por fim, analisando a atual situação, Natanael mandou um recado para a torcida do Internacional e para todos os amantes do futebol. Sabendo das complicações que estamos vivenciando devido a pandemia de coronavírus, o craque disse que segue focado em seus trabalhos e pediu para que todos cumpram com as ordens para que tudo volte ao normal o quanto antes.

“É um momento complicado para todos, não só para nós que jogamos futebol, mas para ambas as partes. Estávamos vindo de um momento muito bom. O Inter, como sempre, tem uma comissão, diretoria e presencia muito boa. Estamos em casa, estamos recebendo os trabalhos físicos para manter um pouco do que já estávamos vindo em alto nível. O que tenho para dizer e que fiquem em casa, vamos ganhar muito com isso, devido a recuperação e a normalização da situação. A gente está trabalhando e fazendo nossa parte, podem ter certeza que quando voltar estaremos fazendo nosso melhor dentro e fora de casa, trazendo alegria para os torcedores”, finalizou.


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