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Futebol / CAMPEONATO BRASILEIRO

A mudança do Campeonato Brasileiro Feminino em nove edições

Competição nacional está em sua nona edição e contou com alterações em seu formato de disputa desde sua criação, em 2013

Redação Publicado em 30/05/2021, às 09h00

Corinthians, atual campeão do Brasileirão Feminino - Divulgação/Rodrigo Coca/Corinthians
Corinthians, atual campeão do Brasileirão Feminino - Divulgação/Rodrigo Coca/Corinthians

O Campeonato Brasileiro Feminino 2021 é a nona edição do torneio nacional da modalidade. Disputado desde 2013, a competição ganhou “corpo” ao longo dos anos, com a inclusão de mais times e a criação de novas divisões.

Em maio desse ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que a edição de 2022 terá a estreia da Série A3 do futebol feminino, terceira divisão do Brasileirão. Com a mais recente mudança, os times em disputa entre as três séries passarão de 52 para 64.

 

A competição tem caminhado pela evolução dentro de campo também. Na edição passada, as partidas das semifinais contaram com a estreia do uso da arbitragem de vídeo (VAR), além de ter a disputa das fases finais nos principais estádios do país e transmissão de todos os jogos pela TV aberta, internet ou plataformas de streamig.

Em relação ao formato de competição, o Campeonato Brasileiro Feminino contou com algumas alterações ao longo dos anos. Confira a evolução da disputa do Brasileirão:

Edições 2013, 2014, 2015 e 2016


O formato de disputa foi o mesmo nas quatro primeiras edições do Brasileirão Feminino.

Primeira fase: 20 clubes divididos em quatro grupos de cinco (jogam entre si em turno único);
Segunda fase: oito clubes, os dois melhores de cada grupo na fase anterior, divididos em dois grupos de cada (jogam entre si);
Terceira fase: semifinal com os dois melhores de cada chave (ida e volta);
Quarta fase: final (ida e volta).

As mudanças, no entanto, ficaram para o critério de classificação para a disputa da primeira fase.

2013 – Campeão: Centro Olímpico


Os times tiveram o direito de participar do campeonato de acordo com o Ranking da CBF de Futebol Feminino. O Centro Olímpico foi o primeiro campeão diante do São José-SP, depois de empatar o primeiro confronto em 2 a 2 e vencer o segundo por 2 a 1.

2014 – Campeão: Ferroviária


Disputaram a competição: o campeão da Copa do Brasil 2013, os oito mais bem colocados do ranking da CBF da modalidade e os 11 primeiros colocados no Brasileirão masculino de 2013. A CBF envolveu o futebol masculino com o intuito de incentivar os times a investirem no futebol feminino.

A Ferroviária foi a campeã da edição ao vencer o Kindermann nos dois jogos da final: 3 a 0 na ida e 5 a 3 na volta.

2015 – Campeão: Rio Preto


Participaram do Brasileirão: o atual campeão da competição (Ferroviária), o campeão da Copa do Brasil de 2014, os oito melhores colocados no ranking da CBF e os 10 primeiros colocados do Brasileirão masculino.

A edição contou com um draft, inédito, em que os oito clubes que classificaram à segunda fase puderam escolher atletas da Seleção Brasileira Permanente

O Rio Preto conquistou o primeiro título ao vencer o São José-SP na final: 1 a 0 no jogo de ida e empate em 1 a 1 na volta.

2016 – Campeão: Flamengo (criação da Série A1)


Tiveram o direito de disputar a edição: o atual campeão (Rio Preto), o campeão da Copa do Brasil de 2015, os oito melhores colocados do ranking da CBF e os 10 primeiros do Brasileirão masculino. O draft se repetiu no campeonato de 2016, mas com a diminuição de atletas selecionadas. 

O Flamengo foi o campeão daquele ano, depois de perder por 1 a 0 para o Rio Preto na ida e vencer por 2 a 1 na volta. O time rubro-negro conquistou o título pelo critério de gol fora de casa.

Edições 2017 e 2018


As edições seguintes contaram com uma nova mudança no formato do Brasileirão, diminuindo de 20 para 16 times participantes. A partir de 2017, a CBF também incluiu a Série A2, segunda divisão.

Primeira fase: 16 clubes foram divididos em dois grupos com oito equipes cada (jogam entre si)
Segunda fase: mata-mata a partir das quartas de final, com os quatro primeiros de cada grupo na fase anterior: cruzamento de 1º x 4º e 2º x 3º entre os grupos (ida e volta)
Terceira fase: semifinal (ida e volta)
Quarta fase: final (ida e volta)

2017 – Campeão: Santos


Em 2017, o Santos faturou o primeiro título nacional ao vencer o Corinthians nas duas partidas 2 a 0 e 1 a 0.

Segunda divisão: os 16 melhores clubes no ranking que não estiveram direito na A1.

2018 – Campeão: Corinthians


O Corinthians foi campeão do Brasileirão Feminino de 2018 após venceu o Rio Preto nos dois jogos: 1 a 0 e 4 a 0.

Segunda divisão (26 vagas): disputaram a A2 os dois rebaixados na A1 do ano anterior, um representante do primeiro estado no Ranking Nacional das Federações e um representante de cada um dos outros 26 estados na fase preliminar – apenas 13 se classificaram.

Edições 2019, 2020 , 2021 e 2022


É o mesmo formato dos campeonatos de 2017 e 2018, mas a mudança se deu pela disputa em grupo único na primeira fase. 

Primeira fase: 16 clubes em grupo único (jogam entre si em turno único)
Segunda fase: quartas de final em jogos de ida e volta, com os primeiros oito colocados da primeira fase (1º x 8º, 2º x 7º...)
Terceira fase: semifinal (ida e volta)
Quarta fase: final (ida e volta)

2019 – Campeão: Ferroviária


A Ferroviária foi campeã ao vencer o Corinthians por 4 a 2 nos pênaltis, após os empates em 1 a 1 e 0 a 0 nas partidas.
Segunda divisão (36 vagas): os dois rebaixados da A1, um representante de cada um dos 27 estados e os sete melhores no ranking masculino na CBF e que não tiveram o direito da A1.

Vale lembrar que, a partir desta edição, a CBF obrigou que todos os clubes participantes da Série A do Brasileirão masculino se enquadrassem no Licenciamento de Clubes da entidade para manter um time de futebol feminino adulto e de base. No entanto, a medida não significou a profissionalização da modalidade. 

2020 – Campeão: Corinthians


O Corinthians foi o campeão em 2020 após vencer o Avaí/ Kindermann por 4 a 2 no jogo de volta. A ida ficou empatada em 0 a 0.

Segunda divisão (36 vagas): os quatro rebaixados na Série A1 do ano anterior, um representante de cada um dos 27 estados e os cinco melhores do ranking masculino que não tiveram o direito da A1.

2021 – Em disputa


Primeira divisão: 12 remanescentes do Brasileirão Feminino A1 2020 e quatro que subiram do A2 em 2020.
Segunda divisão: os quatro rebaixados da Série A1 do ano passado e os 12 remanescentes da Série A2 de 2020. 

2022 – Criação da Série A3 do Brasileirão


Primeira divisão
(16 vagas): 12 remanescentes do Brasileirão Feminino A1 2021 e quatro que subiram do A2 2021.

Segunda divisão (16 vagas): os quatro rebaixados da Série A1 do ano anterior e os 12 remanescentes da Série A2.

Terceira divisão (32 vagas): 27 campeões estaduais em 2020/21, quatro clubes melhores no ranking da CBF masculino e um clube oriundo do ranking da CBF do futebol feminino de 2022.


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