Sportbuzz
Facebook SportbuzzTwitter SportbuzzYoutube SportbuzzInstagram SportbuzzTelegram Sportbuzz
Futebol » TORCIDAS JUNTAS!

Mesmo com divergências internas, torcidas organizadas de São Paulo planejam novo ato pró-democracia!

Assim como no último domingo, 31, é provável que o movimento aconteça na Avenida Paulista

Redação Publicado em 01/06/2020, às 20h02

Com divergências internas, torcidas organizadas de São Paulo planejam novo ato pró-democracia
Com divergências internas, torcidas organizadas de São Paulo planejam novo ato pró-democracia - Twitter

No último domingo, 31, a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco para um movimento histórico que envolveu duas das rivais torcidas organizadas do Estado.

Em meio a divergências internas, de acordo com o site Folha, as manifestações voltarão acontecer.

A publicação afirma que integrantes das diferentes torcidas organizadas dos quatro grandes clubes de São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, afirmam que realizarão um novo ato pró-democracia e contra o governo de Jair Bolsonaro no próximo domingo, 7, na capital paulista.

O local do protesto ainda não foi oficialmente definido, já que o governador João Doria (PSDB) afirmou nesta segunda-feira, 1, que manifestações contrárias e favoráveis ao governo federal não podem ocorrer ao mesmo tempo e no mesmo local.

Apesar disso, é provável que, seguindo exemplo do último domingo, o ato dos torcedores aconteça novamente na Avenida Paulista, em frente ao prédio do Masp.

Membros de grupos corintianos e palmeirenses confirmaram que estão tentando mobilizar um número maior de pessoas para o próximo fim de semana.

A estimativa do primeiro ato, em que houve confronto com bolsonaristas e a Polícia Militar, foi de 2.000 a 4.000 presentes, segundo os organizadores.

No próximo domingo, é possível que o movimento se some a outros, marcados por diferentes entidades sem relação com o futebol.

No entanto, a mobilização política não é unanimidade dentro das torcidas organizadas. A visão dos dirigentes e ex-dirigentes ouvidos pela reportagem é a de que existem integrantes que apoiam o governo Bolsonaro.

Ronaldo Pinto, ex-presidente da Gaviões da Fiel, fez um post no Facebook ironizando a marcha.

"'Somos Democracia' e tentam impedir manifestações contrárias. 'Somos democracia' e não vestem as cores de seu País. 'Somos Democracia' e usam camisetas alusivas a Fidel Castro, apoiam Maduro e outros lixos comunistas", escreveu.

Para Chico Malfitani, 70, um dos fundadores da Gaviões da Fiel e que esteve no ato domingo, a torcida cumpre mais uma vez seu papel ao protestar contra Jair Bolsonaro, apesar da diversidade de opiniões em um coletivo com quase 120 mil associados.

"Só está reclamando quem é a favor de um governo que não tem nenhuma direção para o Brasil. Qual a proposta para conter o coronavírus? Qual a pauta econômica para o país deixar a recessão?", afirmou Malfitani.

Em entrevista ao site UOL, ele disse que a intenção é "riscar o primeiro fósforo, já que os partidos de oposição e movimentos populares não se manifestam" contra o que classifica como ataques diários à democracia.

"Os torcedores foram de forma espontânea, sem articulação nenhuma e após conversas pela internet", disse Danilo Pássaro, 27, membro da Gaviões e um dos líderes do protesto.

Dirigentes das torcidas organizadas de São Paulo, Palmeiras e Santos afirmaram que é um direito de todos os seus integrantes se manifestar contra ou favor de políticos, mas pediram que não sejam feitas associações diretas desses atos com as entidades.

"Com a camisa da Independente não tem manifestação, somos apartidários. Se alguém da Independente esteve, [foi] por sua conta e risco", disse Henrique Gomes, o Baby, da principal uniformizada do São Paulo.

Sem o apoio público da Mancha Alviverde, maior organizada do Palmeiras, o grupo Porcomunas esteve ao lado dos corintianos.

"Assumimos essa bandeira antifascismo e cada um está fazendo sua parte, temos nos comunicado muito com essas torcidas", diz Marcos Gama, 75, líder do Porcomunas.

"Estamos progredindo para uma guinada política das torcidas, o que antes não existia", completa.

Álvaro Camilo, secretário-executivo da Polícia Militar, afirmou que as organizadas devem acionar órgãos de segurança para informar sobre as suas manifestações, assim como fazem em dias de jogos.


 

Receba notícias do SportBuzz no WhatsApp! Para fazer parte do canal CLIQUE AQUI!