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Lewandowski homenageia pai e Jürgen Klopp em texto sobre prêmio de melhor do mundo

Atacante do Bayern de Munique relata trajetória até o prêmio no The Best, e cita Klopp como figura paterna no início da carreira

Redação Publicado em 12/01/2021, às 12h04 - Atualizado às 12h05

Lewandowski homenageia pai e Jürgen Klopp em texto sobre prêmio de melhor do mundo
Lewandowski homenageia pai e Jürgen Klopp em texto sobre prêmio de melhor do mundo - Getty Images

Robert Lewandowski foi o grande nome da temporada 2019/20. Eleito o melhor jogador do mundo no Fifa The Best, o polonês afirmou ainda não acreditar 100% ter sido coroado na premiação. Em texto publicado no site “The Players Tribune”, o centroavante relatou sua memória daquele dia 17 de dezembro, e fez homenagens a seu pai, um dos principais responsáveis por sua carreira.

Krzysztof, como se chamava, morreu quando o jogador tinha apenas 16 anos e não chegou a ver o filho atuando como jogador profissional. No texto, dividido em três atos, Lewa disse que sua vida passou por seus olhos como um filme quando recebeu o prêmio e citou o “complexo de inferioridade” relacionado ao seu país. Ele contou que as crianças na Polônia sonham em jogar futebol, mas nunca acreditam que poderiam estar entre os melhores do mundo.

“Eu tive que realmente encarar o troféu para acreditar no que eu conquistei. Na verdade, sendo honesto, ainda não acredito totalmente. Na Polônia, temos um complexo de inferioridade. Nunca tivemos um melhor do mundo. Sentimos que ninguém é bom o suficiente. Garotos da Polônia não deveriam ser melhores do mundo”, escreveu.

Homenageando o pai, Lewandowski afirmou que encontrou a figura paterna em Jurgen Kloop, na sua chegada ao Borussia Dortmund, em 2010. Ele conta que a relação começou com uma aposta, na qual pagava 50 euros a cada treino que não conseguia marcar 10 gols. No entanto, a situação reverteu e ele passou a receber o dinheiro do treinador.

“Eu estava desesperado para deixar minha marca e Jürgen queria me desafiar, então fizemos uma aposta nos meus primeiros meses [no Borussia]. Se eu marcasse dez gols numa sessão de treino, ele me daria 50 euros. Se não, eu daria 50 euros a ele. Nas primeiras semanas, eu tive que pagar quase sempre, ele ria. Mas depois de alguns meses, as coisas mudaram, eu estava ganhando dinheiro. Então ele disse: ‘Pare. Já chega, você está pronto’”, contou.

Lewandowski e Klopp, pelo Borussia Dortmund (Crédito: Getty Images)


Lewa conta que um dos momentos que marcou sua relação com Klopp aconteceu após uma derrota na Liga dos Campeões. Ele questionou o técnico o que ele esperava por parte do atacante. Ele afirmou que a conversa foi um ponto de virada em sua mentalidade, já que marcou um hat-trick logo depois.

“Foi o ponto de virada para mim. Foi uma coisa mental, algum tipo de problema. E acho que tem algo a ver com meu pai. Na época não pensei nisso. Mas agora percebo que minha conversa com Jürgen foi como uma daquelas que eu gostaria de ter tido com meu pai. Um daqueles que eu não conseguia ter em muitos, muitos anos. Eu poderia falar com Jürgen sobre qualquer coisa. Eu poderia confiar nele. Ele é um homem de família e tem muita empatia pelo que acontece em sua vida privada”, relatou o jogador.

Elogiando o técnico, o camisa 9 ainda conto que, além de ter sido uma figura paterna, Klopp era como o “professor chato da escola”, daqueles bem exigentes. Ele relatou que o alemão pediu que fosse mais calmo e tocasse mais na bola, além de ser mais direto e rápido.

“Ele não era só uma figura paterna para mim. Como técnico, ele era como o professor chato. E digo isso da melhor maneira possível. De qual professor você lembra mais? Do que facilitava as coisas? Não, você lembra do chato, que era rígido, que te botava pressão. Jürgen era assim. Ele não ficava contente com um estudante “nota 6”. Ele queria estudantes “notas 10”. E não por ele, mas por você”, disse.

“Quando eu diminuí, ele me desafiou a acelerar novamente. Um toque. BANG. Objetivo. Ele me desacelerou para me acelerar. Parece simples, mas foi genial, na verdade”, continuou.

Citando o Bayern de Munique como o time que o forçou a elevar seus padrões, Lewa destaca seu pai no texto. Na cena final do filme que passou em sua cabeça ao receber o prêmio de melhor do mundo, o polonês contou que pensou justamente ao lado de seu pai, Krzysztof.

“É de manhã cedo e meu pai está me levando a um jogo em algum lugar do outro lado da Polônia, e estamos apenas falando sobre futebol ou sobre a escola ou sobre nada. Estamos sentados no carro juntos e estou olhando pela janela para as árvores que passam, apenas ansioso para outra partida. O que eu vou fazer. Como vou marcar. Como vai ser tudo. Futebol. É isso aí. Essa é a memória. A melhor memória”, completou.


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