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Futebol / DESPEDIDA!

Grêmio: Maicon se despede e faz forte desabafo sobre saída

Maicon ficou sete anos no Grêmio, mas está de saída do clube e em busca de novos desafios

Redação Publicado em 08/09/2021, às 14h50 - Atualizado às 15h08

Maicon se despediu do Grêmio nesta quarta-feira, 8, após sete anos de clube - GettyImages
Maicon se despediu do Grêmio nesta quarta-feira, 8, após sete anos de clube - GettyImages

Os últimos dias foram difíceis para Maicon e também para os torcedores do Grêmio. Desde o último dia 30 de agosto, data que foi anunciada a rescisão do atleta com o clube gaúcho, o jogador entrou em um período de despedidas. Nesta quarta-feira, 8, depois de ter sido recebido com grande carinho pela torcida, o meio-campista deu uma entrevista coletiva. 

Ao lado de Romildo Bolzan Jr, o volante aproveitou o momento para agradecer a todos pelos sete anos em que defendeu as cores do Grêmio. Com a camisa do time gaúcho, o ex-camisa 8 conquistou Libertadores, Campeonato Gaúcho e também Copa do Brasil, além de ter sido um símbolo da geração comandada por Renato Gaúcho. 

"Sempre sonhei, a cada dia que via que se aproximava o fim do meu contrato, imaginei sair daqui jogando, campeão, com estádio cheio, todo mundo gritando meu nome. E não está sendo assim. Mas o que me conforta é saber que quando voltei do Rio, tinha bastante torcedores para me receber no aeroporto. Ali podia ver. Eu tinha medo como seria minha saída daqui. Não depois do jogo, mas sim como seria em dezembro. E pude ver que valeu tudo a pena", afirmou. 
 
"Nem nos meus melhores sonhos pudesse imaginar tudo o que vivi no Grêmio. Muito obrigado por tudo, de verdade. Vai ficar para sempre no meu coração, na minha família, aos amigos de Porto Alegre. Agora vou me cuidar, já faço meus contatos pelo Rio de Janeiro para cuidar do corpo, pegar uma pessoa para treinar, para que ano que vem eu possa voltar o que eu mais amo, a única coisa que sei fazer é jogar futebol. Quem sabe encontrar todos vocês aqui, mesmo contra, mas com o carinho e respeito vá existir para o resto da vida", seguiu. 

 

Além disso, Maicon abriu o jogo em relação a sua decisão de rescindir com o Grêmio. O volante tinha total consciência de seu estado físico e comentou que não conseguia mais se sentir útil ao elenco de Felipão. Com apenas 16 jogos e diversas lesões, o meio-campista expôs todo o seu sentimento com a saída do Tricolor. 

"Agora, devido à minha situação, estou desde a primeira rodada do Brasileiro com um problema que me incomoda, que me limitava para treinar e jogar no nível que o futebol está pedindo, a disputa é muito grande, muita correria, competitividade alta. Eu não conseguia entregar o que as pessoas esperavam e o que eu sei que posso entregar. Acabou saindo de controle. Tomava atitudes que no momento não me fazia bem. Em comum acordo, numa reunião com todos, meu empresário, direção, a gente achou que seria o momento de encerrar esse ciclo", explicou. 

"Mas acabou que não dava para ajudar assim, então, a gente decidiu que era a hora de poder encerrar e mesmo longe eu poder agregar de alguma maneira. Tenho contato com todos jogadores, mandando mensagem. Ontem fui no CT, me abraçaram, falaram que vão sentir falta. Tenho certeza que teremos um segundo turno diferente, que o clube vai sair da situação pela qualidade dos jogadores. Mas que o Maicon não estava conseguindo ajudar. Quando não consigo, isso me incomoda, então tomamos a decisão em comum acordo de sair", continuou. 

"Às vezes a gente sempre entra em competições almejando o título. Isso que a gente sempre fez no Grêmio, por isso conquistamos o que conquistamos. Às vezes acaba não acontecendo da maneira que a gente quer. Futebol tem disso. Não só no Grêmio, é no Flamengo, Santos, na Europa, grandes equipes, com grandes jogadores e às vezes as coisas não dão liga. E isso aconteceu com a gente. Por isso estamos passando por isso. Tenho certeza que a gente vai sair dessa situação", finalizou.

VEJA OUTRAS DECLARÇÕES!

  • Pedido de desculpas: "As minhas desculpas são para dentro do clube, se algumas vezes passei do ponto. São para as pessoas que conviviam comigo, que sabem do meu comportamento. Quanto provocações em clássico, faz parte do futebol. Mas sem dúvida tem jogadores aqui que também vão fazer, e se do lado deles ganharem vão fazer. Já falei em várias entrevistas. Eu respeito todos profissionais, de todas equipes que sempre enfrento, mas a que eu defendo vou lutar sempre. Aqui era a minha casa, é a minha casa. Aqui vivi o melhor momento da minha carreira, o clube que mais joguei, mais conquistei, mais fiz tudo aqui. Aqui vou brigar sempre. Mesmo não estando. Fora vou defender o Grêmio sempre. Quanto clássico, faz parte, não foi o Maicon que inventou, as provocações sempre existiram, sempre com respeito, ambas equipes são muito grandes. Tenho certeza que nesse quesito defendi o Grêmio muito bem". 
  • Decisão de sair do clube: "Agora, nessa decisão em comum acordo no clube, era justamente para isso. Para esse fim de ano eu me recuperar do problema que estou. Para você jogar em alto nível, como está o futebol, se jogar com limitações você não acompanha o ritmo. É diferente de pelada de fim de ano que pode andar e fazer as coisas. No jogo não tem como. É diferente até do treino. No treino até consegue se preservar de uma situação ou outra, mas no jogo não tem como, é a mil por hora. Eu não conseguia ir a mil por hora, estava muito abaixo do que precisava para poder jogar. Vou voltar para a minha casa, procurar um fisioterapeuta, contratar um personal para poder treinar e voltar em boas condições. Se eu estiver em condições físicas para poder jogar, sem dúvidas isso vai me facilitar muito. Vou me cuidar até o final do ano para ver o que vai acontecer, porque eu quero jogar no próximo ano de novo".
  • Saída do clube: "Me desligar do Grêmio isso nunca mais vai acontecer. Não tem como. Impossível por tudo que vivi no clube. Vou voltar para o Rio de Janeiro. Mas vou pedir até pelo fim do ano para que fique no grupo de whatsapp, ali posso falar com companheiros, do estafe. Para de alguma maneira, numa mensagem ou num áudio, mandar alguma coisa que seja produtiva, que possam levar dentro de campo para de alguma maneira parecer que eu esteja no vestiário e no dia a dia. Será muito difícil me desligar. Joguei apenas quatro jogos do Brasileiro, isso tava me deixando muito mal".

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