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FPF admite erro ao não marcar dois pênaltis em Santos x São Paulo

FPF reconheceu que dois pênaltis deveriam ter sido marcados para o Santos no clássico contra o São Paulo; equipe de arbitragem sofrerá medidas corretiva

Redação Publicado em 24/02/2022, às 08h53 - Atualizado às 09h59

Jogadores de Santos e São Paulo na partida que foi reavaliada pela FPF - Ivan Storti/Santos FC/Flickr
Jogadores de Santos e São Paulo na partida que foi reavaliada pela FPF - Ivan Storti/Santos FC/Flickr

A FPF (Federação Paulista de Futebol) confirmou nesta quarta-feira, 23, que dois pênaltis não foram marcados para o Santos na derrota por 3 a 0 para São Paulo, no clássico disputado no último domingo, 20, na Vila Belmiro. A etidade reconheceu que os lances  deveriam ter sido assinalados para o Peixe na mesma hora pela arbitragem da partida, válida pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

No documento enviado à FPF na última segunda-feira, 21, o Santos reclamou desses dois possíveis pênaltis que não foram marcados pela árbitra Edina Alves Batista no clássico paulista, além de uma possível falta não assinalada em Marcos Guilherme diante do Mirassol, no lance que originou um dos gols.

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A resposta da entidade chegou nesta quarta. No ofício, assinado pelo ouvidor da arbitragem Roberto Perassi, foi confirmado que a equipe de arbitragem errou ao não marcar a penalidade no lance em Marcos Leonardo e Ângelo. Por conta disso, a FPF informou que os profissionais envolvidos sofrerão medidas corretivas.

No primeiro lance, Edina não marcou o pênalti depois de Marcos Leonardo ser derrubado dentro da área. Segundo a ouvidoria, depois da análise das imagens, foi comprovado que o defensor do São Paulo "foi extremamente imprudente e descuidado ao saltar contra o corpo do adversário tocando com o quadril nas costas do atacante santista, não permitindo que o adversário seguisse jogando".

Jogadores de Santos e São Paulo na partida revisada pela FPF
Jogadores de Santos e São Paulo na partida revisada pela FPF (Crédito: Ivan Storti/Santos FC/Flickr)

 

A análise ainda destaca que a árbitra, ainda que estivesse bem-posicionada e com visão ampla da jogada, não teve uma leitura adequada da disputa, e que o VAR deveria ter feito uma checagem mais apurada no sentido de identificar e marcar a infração do jogador Tricolor. A arbitragem de vídeo do clássico foi comandada por Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral.

Já no segundo lance, Edina Alves Batista não assinalou a penalidade no lance envolvendo Ângelo e Reinaldo. Em sua reclamação, o Santos alegou que o lance deveria, pelo menos, ter sido checado pelo árbitro de vídeo, e posteriormente pela própria árbitra no monitor, assim como determina o protocolo do VAR.

Na análise ainda consta que a disputa foi limítrofe, já que o defensor fez todos os movimentos para jogar a bola, chega a tocá-la pela linha de fundo, mas acabou existindo um contato dele com a perna esquerda do atacante do Santos, o que não permitiu que ele seguisse na jogada e buscasse o gol da equipe.

O ouvidor ainda ressaltou que a árbitra pareceu muito convincente e categórica ao falar o que tinha interpretado na jogada e o VAR, entendeu que as imagens estavam de acordo com o que foi dito por ela, sendo assim, preferiu por não recomendar uma revisão. No entanto, a FPF concordou que a reclamação do Santos também procede neste lance.


 

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