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Fernando Diniz abre o jogo sobre saída do São Paulo

Fernando Diniz revelou que a demissão do comando do São Paulo foi a que mais doeu e disse acreditar na recuperação do time no Brasileirão de 2020: “Eu acho que deveria ter ficado”

Redação Publicado em 01/03/2022, às 20h21

Fernando Diniz abre o jogo sobre saída do São Paulo - GettyImages
Fernando Diniz abre o jogo sobre saída do São Paulo - GettyImages

O técnico Fernando Diniz abriu o jogo sobre sua saída do comando do São Paulo, quando foi demitido no início de 2021. O treinador foi desligado do cargo após perder a liderança do Campeonato Brasileiro, válido pela temporada de 2020, onde o time havia somado sete pontos de vantagem no topo.

A boa vantagem na reta final daquela edição da competição nacional se perdeu por conta de uma sequência de seis jogos sem vitória. Durante sua participação no programa “Bem, Amigos!”, do SporTV, nesta segunda-feira, 28, Diniz afirmou que aquela demissão, na 33ª rodada do Brasileirão, foi a mais dolorosa da carreira.

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“Foi a do São Paulo, obviamente. Foi um trabalho de muita gente, de uma torcida gigante e apaixonada, e um trabalho sem contratar ninguém, enxugando a folha e oportunizando. (...) Pelo aspecto coletivo, conseguimos fazer o time jogar de uma maneira que é difícil fazer. O time jogava bem e treinava bem todo dia. Eu, talvez, fosse até desnecessário. Eles se entendiam bem. Foi uma pena termos caído tanto, tirou os dois títulos da nossa mão”, disse o técnico.

Diniz ainda revelou que a partida que resultou em sua demissão foi exatamente no jogo em que sentiu que o time poderia buscar uma recuperação na competição nacional. De acordo com o técnico, ele deveria ter ficado no cargo e justificou que conseguiu identificar os erros cometidos pelo time. Ele foi substituído por Hernán Crespo na temporada seguinte.

Diniz foi demitido do comando do São Paulo no início de 2021
Diniz foi demitido do comando do São Paulo no início de 2021 (Crédito: GettyImages)

 

“O momento que eu senti que o São Paulo podia voltar foi no meu último jogo. Sou muita intuição. Aqui acho que dá para colocar as coisas no lugar, mas foi exatamente o jogo em que fui demitido. Nós estamos errando nisso, nisso, então temos que trabalhar na relação com os jogadores para reconstruir, para fecharmos e seguir. Eu acho que deveria ter ficado”, disse.

‘Foram seis jogos em janeiro. Nós empatamos dois e perdemos quatro. Aproveitamento de pouco mais de 10%. Tiveram jogos que jogamos muito bem e perdemos. Coritiba foi um, Santos foi outro, mas era aquele momento que mesmo jogando bem, perdia. E tomamos uma goleada do Inter que machucou para caramba”, acrescentou.

Depois de liderar a tabela de classificação com certa vantagem para o vice-líder no nacional, o Tricolor encerrou a edição de 2020 do Campeonato Brasileiro, que foi vencida pelo Flamengo, na quarta colocação e com 66 pontos somados. O Tricolor fez uma campanha de 18 vitórias, 12 derrotas e oito empates.

“A gente tinha trazido o time até ali, e o time já estava classificado na Pré-Libertadores, então eu já sabia lidar com aqueles cara que tiveram momentos difíceis juntos. Pô, vamos aceitar e vamos juntos, porque eu apostaria, por mais difícil que fosse. Estava na pressão, o time grande é pressão o tempo todo, tinha uma pressão adicional pelo tempo todo que estava sem ganhar. Mas eles resolveram mudar, não é uma crítica à diretoria que entrou, não é isso, é a mudança”, completou. 


 

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