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Federação inglesa limita número de cabeceios por treino; entenda!

Novas orientações tem o intuito de evitar possíveis lesões cerebrais

Redação Publicado em 28/07/2021, às 18h41 - Atualizado às 18h50

Federação inglesa limita número de cabeçadas por treino - Getty Images
Federação inglesa limita número de cabeçadas por treino - Getty Images

Nesta quarta-feira, 28, a Federação Inglesa de Futebol, após vários estudos, divulgou um comunicado determinando que irá limitar o número de cabeceios por treino a partir do início da temporada 2021/22, com a intenção de prevenir possíveis lesões cerebrais a longo prazo. A nova diretriz vale para cabeceios considerados “mais fortes”, realizados após passes longos, de 35 metros ou mais.

“Com base nessas descobertas iniciais, que mostraram que a maioria das plataformas envolvem forças baixas, o foco inicial da orientação será nas plataformas que envolvem forças superiores. Normalmente, trata-se de cabeceios após um passe longo (mais de 35 metros) ou de cruzamentos, escanteios e cobranças de falta. Será recomendado que um máximo de dez cabeceios de força maior sejam realizados em qualquer semana de treinamento. Esta recomendação é fornecida para proteger o bem-estar do jogador e será revista regularmente à medida que novas pesquisas são realizadas para entender mais sobre o impacto do cabeceio no futebol”, diz um trecho do comunicado.

Um estudo realizado em 2019, determinou que atletas de futebol profissional possuem três vezes mais chances de morrer de uma doença neurodegenerativa. Em novembro de 2020, a imprensa inglesa revelou que Bobby Charlton, ídolo do Manchester United, sofre de demência, assim como seu irmão Jack e seu ex-companheiro de clube Nobby Stiles, que veio a falecer no ano passado.

 

 

“A orientação também identifica as maneiras pelas quais as técnicas de cabeceio ainda podem ser praticadas, reduzindo as forças envolvidas. Evidências iniciais sugerem que forças menores são produzidas quando uma bola é lançada para um jogador ao invés de chutada, e quando um jogador cabeceia a bola em um salto em vez de correr para a bola”, diz outro trecho do comunicado.

“Este é um trabalho de longo prazo. Agora vamos desenvolver esses estudos e continuamos comprometidos com pesquisas futuras para garantir que temos a abordagem certa para proteger o bem-estar de todos os jogadores”, disse Richard Masters, presidente-executivo da Premier League.

A nova norma passou pela aprovação de diversas organizações, clubes, jogadores, treinadores e médicos para ser validada e será aplicada a clubes de todas as divisões do futebol profissional inglês, masculino e feminino, além das categorias de base e das seleções nacionais da Inglaterra.

 

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