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Futebol » PAPO ESPECIAL!

EXCLUSIVO: Pablo Andrade fala sobre carreira no futebol espanhol e relembra passagem pelo Flamengo: "Sonho realizado"

Lateral de 26 anos ainda analisou as principais diferenças entre o estilo de jogo no Brasil e na Europa

Guilherme Assumpção Publicado em 01/07/2020, às 16h25

Pablo Andrade defendeu o Rayo Majadahonda na última temporada
Pablo Andrade defendeu o Rayo Majadahonda na última temporada - Divulgação

O futebol brasileiro é conhecido por revelar grandes talentos para o mercado europeu e, por muitas vezes, a carreira destes jogadores é feita, na maioria do tempo, fora do país tupiniquim. Este é o caso do lateral-esquerdo Pablo Andrade, revelado nas categorias de base do Flamengo.

Com passagens por Botafogo, Grêmio e o próprio rubro-negro, Pablo tem 26 anos e obteve grande destaque atuando no futebol espanhol desde que deixou o Brasil no ano de 2017. Na última temporada, o lateral defendeu o Rayo Majadahonda, da terceira divisão espanhola.

Para contar um pouquinho sobre sua carreira, suas ambições e sobre todos os detalhes a respeito da última temporada, Pablo Andrade conversou com a reportagem do SportBuzz e relembrou os principais momentos de sua trajetória dentro do futebol.

Pablo Andrade construiu carreira no futebol espanhol (Crédito: Divulgação)

 

O início da carreira de Pablo aconteceu no Flamengo, onde obteve suas primeiras convocações ao time profissional. No ano de 2013, o lateral foi chamado pela primeira vez para um jogo do Brasileirão. Na época, a equipe rubro-negra tinha grandes nomes como Ronaldinho Gaúcho e Hernane.

“Todo clube que passei na base tive bons momentos. No Flamengo, a experiência foi ter subido ao profissional e ter sido convocado para um jogo do Brasileirão no ano de 2013, pelo treinador Jayme de Almeida. Neste ano, estavam jogadores como o goleiro Felipe, o atacante Hernane e o Ronaldinho Gaúcho. Para mim foi um sonho realizado”, relembrou Pablo.

Além do Flamengo, Pablo também teve importante passagem nas categorias de base do Botafogo. Porém, o jogador não conseguiu ter boas oportunidades no time principal. Por toda sua ligação com o futebol brasileiro, o jogador não descarta retornar ao Brasil no futuro.

“No Botafogo, eu não tive tantas oportunidades no profissional, mas foi uma base campeã, que sempre ganhava o estadual. Fico feliz por ter passado nestes grandes clubes e penso um dia em voltar ao Brasil, não sei se será imediato, mas um dia vou voltar a jogar no meu país”, explicou.

Pablo atua como lateral-esquerdo (Crédito: Divulgação)

 

A carreira na Europa começou com a ida de Pablo ao Silva SD, da Espanha. Logo que chegou, o jogador já sentiu as diferenças em relação ao estilo de jogo. Questionado sobre as principais mudanças, o lateral relatou a importância de trabalhar a parte tática no futebol europeu.

“O que eu mais notei foi que na Europa se trabalha muito mais a parte tática, além dos treinos serem bem mais intensos. Fisicamente está muito acima do que no Brasil, eles são bem mais exigentes. Mas são doutrinas que já vêm de muitos anos. No Brasil, por exemplo, tecnicamente está acima de qualquer país”, analisou Pablo

“Acho que a maior diferença é que aqui o estilo de jogo é mais reservado. Vou te dar um exemplo, já que sou lateral-esquerdo. Eu sempre fui um lateral bem ofensivo, mas que não tinha esse equilíbrio na hora de defender. E aqui na Espanha eu tive que aprender isso, se não eu não jogava. Os treinadores sempre falavam: ‘Primeiro defende, para depois atacar’. Por isso, você não vê resultados com dois ou mais gols”, completou.

Pablo revelou inspiração no futebol de Roberto Carlos (Crédito: Divulgação)

 

Além do Silva SD, Pablo também defendeu o Recreativo Huelva, o Bouzas, o Rayo e o Ourense. Na última temporada, Pablo atuou no Majadahonda após ser emprestado pelo Ourense.

A equipe do Rayo vivia ótimo momento antes da pandemia de coronavírus afetar o mundo inteiro. O time espanhol ocupava a sexta posição na tabela e tinha grandes expectativas de conquistar o acesso.

Porém, a Federação local decidiu cancelar o restante do torneio e o Rayo viu o sonho do acesso ser encerrado. Segundo Pablo, a situação foi muito lamentada por conta da qualidade que o elenco apresentava dentro de campo.

“A pandemia atrapalhou a gente, porque se não chegaríamos com certeza no G4. Era um time com uma qualidade tremenda e foi uma pena o campeonato ter sido cancelado, porque a gente conseguiria conquistar nosso objetivo, que era subir de divisão”, contou Pablo.

“Minha adaptação ao clube foi bem rápida, porque já conhecia metade do time, que esteve comigo na temporada passada, éramos sete atletas do time anterior. Joguei todos os jogos possíveis da temporada, alguns não pude porque estive lesionado. Mas quando estava apto a atuar, eu joguei todos os jogos de titular, com rendimento muito bom”, avaliou.

 
 
 
 
 
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Segundo Pablo, a pandemia alterou totalmente o seu dia a dia. Sem contato com os demais jogadores, o lateral reforçou a necessidade de realizar boas alimentações para que o período não fosse tão prejudicial.

“Bem complicado, mudou totalmente a rotina do meu dia a dia. Tive que ficar de quarentena três, quatro meses. Tive que adaptar e ocupar a cabeça fazendo outras coisas. O clube fazia vídeo chamada todos os dias com tarefas de treinamentos, inclusive nos enviou materiais como bicicleta e peso. Mas o mais importante e algo que eu aprendi ainda mais foi ter que cuidar da alimentação”, relatou.

Confira outros trechos da entrevista com Pablo Andrade:

RECOMENDAÇÕES DO CLUBE NA QUARENTENA

- Na verdade, o clube tratou tudo da melhor forma possível se tratando da quarentena e dos protocolos de saúde. Estivemos bem tranquilos em casa treinando e todos os dias nos traziam notícias do que se deve ou pode fazer, como evitar contatos, lavar bem as mãos, usar a máscara para sair de casa e outras coisas mais rigorosas, que eram ir ao mercado sozinho sem a presença de esposa e filhos.

FUTURO DA CARREIRA

- Neste momento estou esperando meus empresários me darem uma posição. Dia 3 de julho estou voltando para o Brasil, de férias, à espera de uma ligação dos meus representantes. Fiz uma ótima temporada, estou tranquilo em relação a isso. É só ter um pouco de paciência por causa desta pandemia, tudo está indo um pouco lento. Deixar nas mãos de Deus e ver no que vai dar.

REFERÊNCIA NO FUTEBOL

- Minha maior referência foi e é o Roberto Carlos. Pelo estilo de jogo que ele sempre teve, um jogador explosivo, que não parava de correr o jogo todo. Minhas características são bem parecidas. Sempre vejo vídeos dele e lances de jogo dele. É meu ídolo desde pequeno.


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