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EXCLUSIVO! Diego Gavilán revela sonho de voltar ao Brasil como treinador e relembra pontos principais da carreira!

Grande nome do futebol paraguaio classificou a conquista com a camisa do Newcastle da Inglaterra como a maior de sua trajetória

Pedro Ungheria Publicado em 27/07/2020, às 18h00

Diego Gavilán relembra pontos altos da carreira como jogador de futebol!
Diego Gavilán relembra pontos altos da carreira como jogador de futebol! - GettyImages

Na última sexta-feira, 24, Diego Gavilán foi o convidado de uma live do SportBuzz! Durante o bate-papo, o ex-jogador paraguaio falou um pouco sobre diversos assuntos, desde o processo de construção de sua carreira como atleta, até os dias de hoje, em que trabalha como treinador. 

No decorrer da conversa, Gavilán pontuou nomes que trabalhou no Brasil, nomes que são vistos como os maiores da história do futebol paraguaio, as diferenças entre os dois estilos da modalidade nos países citados e como é ser um nome respeitado em dois grandes rivais. 

Por fim, relembramos momentos importantes como o gol pelo Newcastle, que o deu o título de primeiro paraguaio a marcar na Premier League, final da Libertadores de 2007, com o Grêmio, e projetos para o futuro como comandante!

Confira os principais trechos da entrevista: 

Construção da Carreira Profissional:

Bom, eu comecei na base do Cerro com 14 para 15 anos. Minha estreia foi em 1997, com 17 anos. Joguei na base dois anos e meio e graças a Deus dei um pulo para o time principal do Cerro Porteño e consegui dois títulos com eles. Isso me fez jogar Libertadores, Copa Mercosul e criou duas semifinais, em 98 e 99 na Libertadores. Serviu para que eu pudesse ser chamado para Seleção do Paraguai, em 1999. Se você olhar meu começo de carreira, foi tudo muito rápido. É aquele sonho que ninguém pensa que vai acontecer desta forma.

Premier League/Estadia na Inglaterra:

Foi uma mudança muito forte e rápida. A transferência em si foi muito rápida. No fim de 99, depois de ser campeão, eu estava prestando serviço para o Pré-Olímpico de 2000. Após um amistoso que tivemos contra um time argentino, lá pelas 22h o meu agente com meu pai me apresentaram um representante do Newcastle, que estava aqui e eu não sabia. Eles já tinham combinado uma reunião pós-jogo com o presidente do Cerro e por volta das 2h da manhã fecharam tudo.

Eu estava sendo sondado por outros países, sabia que haviam propostas da Espanha, Alemanha, Itália. Os assuntos saiam no jornal. Mas, aí aparece um inglês que não estava no mapa.

No dia seguinte eu já viajei! Foi tudo questão de menos de 12 horas.

Eu fui com meu pai e mãe, os primeiros seis meses fiquei com eles dois. Moramos primeiro em um hotel que o clube fornecia e até eu achar uma casa para morar por lá. Praticamente vivíamos no hotel, até que achamos uma casa e se mudamos. Quando cheguei, foi uma mudança dura, porque tinha cinco horas a mais do que aqui (fuso horário) e o frio.

O Newcastle fica no Norte da Inglaterra, limite com a Escócia. Lá é a cidade do vento, o ano inteiro é muito frio e chuva. Sai um sol, mas logo muda tudo de novo.

Estava acostumado com 40 graus aqui e tudo isso mudar em menos de 24 horas, mexe com tudo. Tenho minha irmã e ela ficou aqui no Paraguai. Ela ficou responsável pela casa e meus pais foram comigo para eu me sentir à vontade, me alimentar direito. Embora que os familiares que acompanham os jogadores, passam sacrifícios maiores, eles precisam se adaptar a uma nova cidade.

Tentar se adaptar é não ter medo do clima exterior. Aqui quando faz frio, ficamos em casa, liga o ar quente e lá não! Você tem que sair do mesmo jeito, caminhar e se adaptar. No treino você chega mais cedo, duas horas antes, para tomar café, bater um papo, ou ouvir palestra. Uma hora antes fazia uma bike para esquentar o corpo e aí sim ir treinar, se não correria muito risco de lesão.

Relembrando a conquista de primeiro paraguaio a marcar na Premier League:

Bom, acho que dentro da carreira de um jogador sempre haverão coisas deste tipo. Aquele momento foi um dos melhores da minha carreira. Com a idade que eu tinha, era difícil demais e anormal que um garoto de 17 anos fosse titular na Europa e na Inglaterra e fazer um gol.

Isso vai ficar marcado eternamente, fizeram 20 anos e vão passar 30, 40 e vamos relembrar sempre. É uma satisfação, mas, nunca fiquei pensando nas coisas que já ganhei, eu busco me preparar para o que eu preciso ganhar. Eu curti o momento, claro, mas, não fiquei com isso na cabeça, afinal, o tempo passa e você fica no passado.

Diego Gavilán, no Newcastle (GettyImages)

 

Como ser um ídolo em dois grandes rivais:

Primeiramente, a decisão não foi nada fácil, mesmo pela passagem e carinho conquistado no Internacional. Mas, muitas vezes o torcedor não sabe o que acontece internamente. Antes da minha chegada para o Grêmio o Inter havia ganhado tudo, Libertadores, Mundial, mas, o Inter estava com o time bem montado e o Abel falou que o elenco estava pronto e não tinha espaço na minha posição. Treinando aqui no Paraguai, de forma individual, até que numa sexta-feira, o Mano Menezes pediu minha contratação e eu pedi um tempo para avaliar, pois sabia o que esta decisão iria causar.

O Grêmio tinha uma Libertadores pela frente e isso me motivava muito, por tudo que este torneio transmite. Minha atitude foi a mesma que tive quando cheguei ao Inter, focar no trabalho, em sempre estar a serviço ao clube e sempre respeitar os que eu já convivi e me acolheram tão bem.

Dali em diante, me entreguei 100% ao Grêmio. Tinha o receio do torcedor, por ser do rival, mas, aos poucos, ganhei meu espaço e o elenco estava muito bem encaminhado e ai tivemos bons resultados. Tem que trabalhar com profissionalismo e respeitando todas instituições que passou, muitos não sabem isso. Hoje posso entrar nos dois, que sou bem recebido.

Diferença do Futebol Brasileiro para o Paraguaio:

Muita diferença! Tudo começa pela competitividade, depois vem a estrutura para se trabalhar e ter as condições para ter o melhor treinamento.

Os campeonatos possuem mais equipes e são competitivas. Grandes equipes tradicionais concorrem entre si, todos jogos são clássicos. Um nível competitivo alto e o futebol em campo é mais jogado pela qualidade, capacidade do elenco, seja financeiramente ou taticamente.

São condições que contribuem para a evolução do futebol. Aqui no Paraguai são quatro, cinco times de elite. O resto tenta evoluir anualmente, só que há um bom tempo, encontram dificuldade para crescer.

Diego Gavilán defendendo a seleção do Paraguai (GettyImages)

 

Três nomes que conviveu no Brasil:

Bom, essa live vai me dar muita briga (risos). Até hoje tenho grandes amigos por aí! Primeiro lugar tem o Fernandão, que além de pessoa, é um grande amigo. Infelizmente aconteceu aquela tragédia com ele e isso faz com que eu coloque ele no primeiro lugar, por tudo que vivemos no Inter, sinceramente foi um exemplo de construção dentro de um clube.

Depois colocaria o Tinga, ele tem uma história no Sul e ele deu conta de tudo. Chegou na Seleção Brasileira e além disso é uma excelente pessoa, é inspiração para diversas pessoas. Um cara espetacular.

Agora pensando no Grêmio, falaria em Schiavi, mas tenho relação com todos que convivi, Patrício, Lucas, Sandro Goiano, Tcheco. 2007 foi tão intenso que criamos um vínculo além do futebol. A Libertadores mexe demais com o emocional, tínhamos sequência de jogos importantes e passamos muito tempo juntos. Mas, o Patrício tenho um contato maior até hoje.

Três maiores nomes paraguaios que jogou fora:

Eu acho que em primeiro lugar, Roque Santa Cruz, logo em seguida Gamarra, que para mim foi um dos maiores zagueiros do mundo e o Arce foi um dos melhores que vi jogar. Não podemos esquecer do Chillavert, também. E José Cardozo, artilheiro do futebol paraguaio e do México. O mais difícil de fazer era o gol e ele conseguia. Mas, pensando a fundo são muitos nomes que fazem parte.

Carreira como treinador:

Nos últimos anos, eu já pensava em ser treinador. Quando você vai entrando na reta final da carreira, você vai estudando o que fará depois do fim da carreira como jogador. Eu sempre avaliei a possibilidade de treinar. Agora, quando eu me aposentei, eu tentei levar um tempo para analisar minha carreira do começo ao fim. Depois disso, falei com treinadores que trabalhei e são referências para mim, Me formei rápido, até que fui para as bases e fui subindo degrau por degrau, até que cheguei no topo, tudo aconteceu muito rápido, novamente.

Você tem que estar preparado para o que vier. A vantagem de um jogador virar treinador é que você sabe como um jogador pensa, você sabe o que ele está passando lá dentro e por último, você sabe como ele vai reagir em uma decisão. Porém, o mais importante é enxergar rápido como está o vestiário, que é o ponto principal nos detalhes de um elenco. A vivência faz com que você coloque em prática o que gostava que faziam com você e não fazer o que não gostava.

Bom, depois do Pelotas, eu voltei para o Paraguai, por que precisava me formar e tirar a licença da Conmebol. No começo do ano eu tive muitas oportunidades, mas, a pandemia acabou atrapalhando tudo.

Eu sonho em voltar para o Brasil, esse é meu foco. O Brasil vai me permitir entrar em um grupo de treinadores diferenciados, assim como foi como jogador.  Acho que o Brasil seria o lugar que me levará a este patamar.

Veja a entrevista na integra: 

 
 
 
 
 
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