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Futebol / EITA!

Ex-Real Madrid revela que já foi treinar bêbado e conta drama

Ex-Real Madrid ainda contou que o problema com a bebida teve que ser discutido com sua família, que precisou entrar com um processo de interdição

Redação Publicado em 18/06/2022, às 19h57

Ex-jogadores do Real Madrid durante o treinamento - GettyImages
Ex-jogadores do Real Madrid durante o treinamento - GettyImages

O ex-jogador do Real Madrid, Cicinho falou mais sobre o problema com bebida que começou aos 13 anos. A história dele está sendo retratada no sexto e último episódio da série "Ressaca", produzida pela "EPTV", afiliada "TV Globo", e que fala sobre os efeitos sociais e no corpo humano do alcoolismo na vida de quem o consome.

Estando sem beber há quase dez anos, Cicinho, que possui uma trajetória vitoriosa no São Paulo, além de uma Copa do Mundo pela seleção, revelou que por conta dessa condição já chegou a treinar bêbado no Real Madrid. Ele ficou por lá entre os anos de 2006 e 2007, e pôde jogar ao lado dos "Galáticos" Ronaldo, Zidane, Beckham, Figo e Roberto Carlos.

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"Se você me perguntar se eu já fui treinar bêbado no Real: já. E tomava café para tirar o bafo, banho de perfume. Falando na minha profissão, como ex-atleta profissional de futebol, era fácil, não precisava de dinheiro para conseguir (bebida). As pessoas tinham prazer em te dar em restaurante, tudo", revelou Cicinho.

"Aos 13 anos de idade, quando eu provei álcool pela primeira vez, eu nunca mais parei. Morava no interior, em Pradópolis, perto de Ribeirão Preto, e aos finais de semana a gente reunia os amigos e costumava sair nas praças, para as discotecas. Aí tinha um barzinho perto, por ser menor tentava esconder, pedia para quem era de maior comprar e ficava bebendo escondido dos pais, da polícia", contou o ex-jogador relembrando o problema com a bebida.

Ex-jogador do Real Madrid Cicinho
Ex-jogador do Real Madrid Cicinho (Crédito: GettyImages)

Sendo revelado em 1999, pelo Botafogo-SP, Cicinho já teve uma passagem pelo Atlético-MG antes de se tornar ídolo no São Paulo, onde conquistou a Libertadores e o Mundial em 2005. Ele foi para o Real Madrid logo depois do ápice do sucesso, e esteve no elenco da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006.

Apesar de estar vivendo o que muitos jogadores sonham a vida todo, ele foi literalmente do ápice para o fundo do poço. Tudo mudou depois que ele sofreu uma segunda lesão, mais grave, no joelho, rompendo os ligamentos. Nesse momento, ele admitiu que se entregou ao vício, em uma parte da carreira em que estava vestindo a camisa da Roma.

Precisou de mais

"Começava a beber depois do treinamento. Eu fazia o trabalho de fisioterapia, voltava para casa umas 14h, 14h30 e só parava de beber 4h (da manhã). Cada vez que eu chegava embriagado na Roma, os dirigentes viam e isso fazia com que eu caísse em descrédito", contou antes de revelar que sua família teve que entrar com um pedido de interdição.

"Meu pai e minha irmã cuidavam dos meus bens, e eles tentaram entrar com pedido de intervenção dos meus bens. Eu não tinha condições de administrar o que eu tinha. O álcool coloca você cercado de pessoas que gostam daquele estilo de vida, e as pessoas que te amam verdadeiramente são excluídas, pois, quando te colocam contra a parede, falando que sua vida não está legal, você não quer ouvir", completou.


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