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Ex-presidente do Barcelona é solto um dia após ser preso, mas segue sob investigação

Josep Maria Bartomeu é alvo de investigação da Polícia da Catalunha em operação ligada a administração inadequada e corrupção corporativa

Redação Publicado em 02/03/2021, às 10h29 - Atualizado às 10h31

Ex-presidente do Barcelona é solto um dia após ser preso, mas segue sob investigação
Ex-presidente do Barcelona é solto um dia após ser preso, mas segue sob investigação - GettyImages

Ex-presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu foi solto nesta terça-feira, 02, um dia após ser preso durante uma operação ligada aos escândalos que levaram a mudanças na diretoria no ano passado.

Bartomeu e seu assessor, Jaume Masferrer, tiveram uma audiência com a juíza responsável pelo “Barçagate”, Alejandra Gil, e foram libertados com acusações, mas ainda seguem sob investigação. A Justiça decidiu levantar o sigilo do caso.

Em comunicado, o tribunal afirmou que o ex-presidente do clube catalão e Masferrer usufruíram do direito de não se pronunciar diante da juíza. Eles e outros envolvidos nas investigações haviam sido interrogados nesta segunda-feira pela “Mossos d’Esquadra”, a Polícia da Catalunha, acompanhados pelos advogados, e também permaneceram calados.

Na sessão desta manhã, o Barcelona como instituição foi dispensado do processo. O clube aparece como pessoa jurídica lesada, não investigada.

Josep Maria Bartomeu e outras pessoas ligadas ao Barcelona foram presos nesta segunda-feira, 01, durante uma operação que fez buscas em sua casa e na sede do clube, entre outros locais. 

Bartomeu foi detido pelos agentes da “Mossos d'Esquadra”, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e administração injusta.

Além dele, também foram presos o atual CEO do Barça, Òscar Grau; o diretor jurídico, Román Gómez Pontí; e o ex-assessor presidencial Jaumes Masferrereles. Os outros diretores estariam isolados e incomunicáveis.

O Tribunal de Justiça da Catalunha emitiu a ordem de busca nas instalações do clube, que foram fechadas durante a atuação dos agentes.

Os funcionários precisaram ficar do lado de fora e não há registro de que os atletas do time profissional estavam presentes no momento da chegada dos policiais.

No centro das investigações estaria a suspeita de que a diretoria contratou uma empresa de consultoria especializada em dados e redes sociais, a "I3 Ventures", para proteger a reputação de Bartomeu e outros diretores.

A empresa também usaria seus serviços para publicar e espalhar mensagens que atacam jogadores como Messi e Piqué, ídolos do clube como Xavi, Puyol e Guardiola, além de políticos rivais, como Joan Laporta e Víctor Font.

Mesmo com as acusações, Bartomeu sempre negou que a empresa usasse seus serviços para difamar qualquer pessoa.

Porém, o contrato para o pagamento pelos serviços também entrou em investigação, já que o preço pago foi considerado inflacionado diante de outros contratos parecidos no mercado. O clube teria pago 1 milhão de euros à empresa, divididos em cinco parcelas de 200 mil euros.

Cada uma delas teria sido incluída no orçamento de diferentes departamentos do Barcelona, o que teria causado divergência entre os próprios diretores.


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