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Futebol » DEU RUIM!

Empresa de limpeza e segurança da Arena cobra R$ 5,2 milhões do Corinthians

A companhia cobra o Timão por atrasos nos pagamentos de fevereiro a agosto de 2018

SportBuzz Digital Publicado em 18/09/2019, às 11h15

Arena Corinthians
Arena Corinthians - Divulgação/Arena Corinthians

Nesta semana, a empresa Tejofran, resposável até agosto de 2018 pela limpeza e segurança da Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo, entrou com um processo contra o Timão. 

Na Justiça, a companhia cobra do time o valor de R$ 5,2 milhões, referentes a atrasos nos pagamentos de fevereiro a agosto do mês passado, somados as multas. 

A assessoria do clube alvinegro ainda não se pronunciou sobre o assunto. 

Vale lembrar que o Corinthians também está tentando negociar outra dívida, com a Caixa, referente a construção do estádio. 

A Caixa Econômica Federal ordenou a execução da dívida de R$ 487 milhoes da Arena Corinthians. Os valores correspondem ao empréstimo, mais correções, do banco estatal de R$ 400 milhões para a construção do estádio, em 2014. Em nota, o Timão afirmou ter sido surpreendido com a cobrança e disse que irá defender seus direitos na Justiça. 

Na manhã desta sexta-feira, 13, o presidente do timão se reuniu com jornalistas no CT Joaquim Grava e colocou um ponto final em rumores sobre o assunto da notificação extrajudicial que o clube recebeu da Caixa Econômica Federal, exigindo um pagamento de R$500 milhões.

"Uma resposta ao nosso torcedor. O Corinthians nunca negou a dívida, nunca deixou de pagar. Tinha acordo com a Caixa, quatro meses pagava menos (R$ 2,5 milhões), oito mais (R$ 5,7 milhões). Estamos cumprindo. Se for esse acordo, devemos dois meses. Se for o outro, é desde abril. Essa dívida de R$ 500 milhões, vamos pagar. Temos que chamar a Caixa para dizer se vamos responder judicialmente. A notificação não atingiu o Corinthians ou as garantias do Corinthians. Até chegar ao Corinthians ainda leva muitos anos. Em princípio só atinge o fundo", afirmou o mandatário alvinegro.

Ainda no assunto, Andrés foi questionado sobre o pior cenário nesta situação. Despreocupado, o presidente afirmou que, neste caso, seria não pagar a conta, mas não chegará a este ponto.

"É não pagar a conta, mas nós vamos pagar. Não vamos perder estádio, não deixamos de pagar, não vão tomar nada", disse ele.

Em nota, o Timão tratou a notificação como um "gesto intempestivo" e que "se a Caixa escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos". 

"Não há nenhum beneficio ou 'perseguição'. Mas se a Caixa não recebe e não tem renegociação, ocorre a cobrança de garantias. A execução é natural", concluiu. 

Em agosto, o Corinthians enfrentou o Conselho de Orientação do clube e prestou contas, alegando que os pagamentos estavam em dívida. 

Como parte para conseguir o financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) por intermédio da Caixa, entregou parte do terreno do Parque São Jorge para conseguir o empréstimo. 

Confira a nota oficial do Corinthians: 

O Sport Club Corinthians Paulista informa que enquanto finalizava negociações com a Caixa para um reperfilhamento do financiamento da Arena – processo iniciado nos primeiros dias da atual gestão — foi surpreendido por uma notificação extrajudicial alegando que diversos procedimentos prescritos pelo atual contrato não estariam sendo cumpridos.

Esta mudança de atitude não encontra respaldo na realidade dos fatos. Um acordo preliminar de adequação do contrato ao fluxo de caixa efetivo da Arena havia sido negociado há quase um ano, mas ficou suspenso pela perspectiva da iminente troca de comando da Instituição, à espera da orientação da nova gestão. Desde então, os compromissos vinham sendo honrados, como se os termos do acordo preliminar estivessem vigendo.

Além dos ajustes financeiros, a Caixa requeria a implantação de procedimentos administrativos com os quais o clube esteve sempre de acordo e cuja implementação dependia, como depende, de procedimentos dentro da Caixa até hoje não especificados definitivamente.

Assim, tanto no plano financeiro como no administrativo, o clube sempre se pautou por total transparência quanto à sua atuação operacional e subordinação inconteste a um processo de pagamentos compatível com a realidade financeira do mercado esportivo atual.

Como não houve interrupção do diálogo e tudo caminhava para um acordo mutuamente vantajoso, não há como compreender o gesto intempestivo, que sequer foi previamente comunicado à agremiação.

Ao contrário de inúmeras outras arenas que receberam da mesma linha de financiamento, o clube nunca repudiou sua dívida nem deixou de dialogar com o repassador destes recursos, a CEF, quando dificuldades transitórias se interpunham. Se a CEF escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos.

O clube continua aberto a voltar à mesa de negociação, se a Caixa optar por prosseguir a trajetória amigável que juntos vínhamos construindo até aqui.

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