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Renato Augusto, Giuliano e Willian: dirigente do Corinthians explica contratações em meio à crise: "Clube não vai quebrar"

Wesley Melo afirmou que o Corinthians tem uma dívida considerável para pagar, mas que os novos reforços não vão prejudicar o clube

Redação Publicado em 31/08/2021, às 07h38

Giuliano com a camisa do Corinthians em campo pelo clube - GettyImages
Giuliano com a camisa do Corinthians em campo pelo clube - GettyImages

Conforme as especulações iam se confirmando, e o Corinthians ia anunciando seus reforços, a pergunta que não saia da cabeça dos torcedores, e rivais era: "De onde vem tanto dinheiro?". Isso porque a equipe Alvinegra ainda vive uma crise financeira.

Quatro grandes reforços foi o que a diretoria do Corinthians proporcionou nesta janela de transferências, e a forma que foram contratados, com as dívidas ainda batendo na porta, chamou a atenção nas últimas semanas.

 

Por conta disso, o diretor financeiro do clube, Wesley Melo, em entrevista ao site "Globo Esporte", contou como que o Alvinegro conseguiu fechar as contratações de Giuliano, Renato Augusto, Roger Guedes e Willian.

O dirigente reforçou que não existe milagre, mas que essa "folga" para as contratações foi um reflexo do planejamento da equipe, que dispensou diversos atletas não utilizados, e acabou fazendo caixa.

"Não tem milagre. Eu realmente tive que justificar muito nos últimos dias. É reflexo de planejamento. Planejávamos uma redução significativa e, principalmente, no futebol, onde está a relevância de dinheiro. No primeiro semestre, fizemos muita economia. E agora no segundo as contratações. Uma, duas, três, pontuais... O momento chegou. É resultado do planejamento. Tudo dentro do orçamento. Do planejamento estratégico. O momento segue delicado, não podemos iludir o torcedor. Mas precisávamos ser competitivos. São investimentos. Chegam reforços com a chance pequena de erro. É uma unanimidade. Não tem mágica, tem planejamento", contou.

Dessa forma, de acordo com ele, a folha salarial do Corinthians teve uma diminuição de R$ 14 milhões para algo em torno dos R$ 10 ou 11 milhões, de dezembro de 2020 para hoje.

Isso também foi reflexo da chegada dos três primeiros grandes reforços: Roger Guedes, Renato Augusto e Giuliano. Como próximo passo desse planejamento, o clube está negociando um patrocínio para ajudar a pagar o salário de Willian.

"Em dezembro de 2020, a folha era de R$ 14 milhões. Hoje, com reforços, a folha está entre R$ 10 e 11 milhões. Não é só economia de custo, mas esse time mais competitivo vai trazer novas receitas. De cara, ano passado ficou em 12º no Brasileirão, mas a gente almejava ficar em oitavo. Aquilo foi uma perda de R$ 7 milhões. Há um mês, estávamos em 11º. Se acabasse hoje, são R$ 10 milhões a mais de receita. Isso te traz novas receitas. Em sexto, iríamos para a Libertadores, outra fonte de recurso. Ações de marketing. Outras fontes com um time competitivo", explicou o dirigente.


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