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Depois de cinco Olimpíadas, Marta revela ter planos de continuar na Seleção Brasileira Feminina

Marta disse que sempre vai estar se preparando, e que se a oportunidade na Seleção Brasileira Feminina aparecer, ela vai estar pronta

Redação Publicado em 26/08/2021, às 11h34

Marta em campo pela Seleção Brasileira Feminina - GettyImages
Marta em campo pela Seleção Brasileira Feminina - GettyImages

Do que depender da Rainha, teremos Marta com a camisa da Seleção Brasileira Feminina mais vezes! Nesta quarta-feira, 25, a jogadora do Orlando Pride revelou, em evento da "XP Investimentos", que pretende continuar com a amarelinha por mais alguns anos.

A eliminação do Brasil nas quartas de final das Olimpíadas de Tóquio ainda incomoda a jogadora, mas a ideia agora é olhar para o futuro, e Marta parece já ter isso bem definido.

"Minha meta, realmente, é me manter por bastante tempo (em atividade). Obviamente, não vou te garantir se vou estar na seleção, porque eu não me convoco, mas vou estar constantemente me preparando para, se a oportunidade aparecer, estar pronta para servir à seleção", disse a jogadora durante sua participação no painel "Mulheres que conquistaram o mundo".

Enquanto isso, a CBF ainda não anunciou quando será a próxima convocação da Seleção Brasileira Feminina para amistosos. O que se sabe é que em 2022, o Brasil vai disputar a Copa América, que dará três vagas diretas para a Copa do Mundo Feminina de 2023, na Austrália e na Nova Zelândia.

Dessa forma, se continuar na seleção até 2024, Marta vai poder, aos 38 anos, disputar pela sexta vez as Olimpíadas, em Paris.

Já em Tóquio, Marta se tornou a primeira jogadora a fazer gol em cinco edições das Olimpíadas. Já medalhista de prata nos Jogos de Atenas, em 2004, e Pequim, em 2008, a camisa 10 revelou que lamenta até hoje a derrota para o Canadá nos pênaltis em Tóquio.

"A maneira como a gente saiu foi bem dolorida. Analisando a partida depois, no meu ponto de vista a gente jogou melhor mas não fomos eficazes no momento de matar o jogo, finalizar com o que a gente busca fazer, que são os gols. Ir para uma disputa de pênaltis, aquela coisa toda, foi muito dolorido para a gente, fiquei com isso na cabeça e ainda estou. Tem dias em que vou dormir e fico pensando que poderia ter sido diferente", contou.

Para seguir em frente, Marta não vê outra alternativa se não voltar à ativa. Apenas nove dias depois da derrota para o Canadá, ela já estava em ação novamente pelo Orlando Pride, atuando até os acréscimos da vitória por 2 a 0 sobre o Chicago Red Stars.

"Eu só poderia tentar superar essa situação se eu voltasse a fazer o que eu amo, que é jogar. Voltei de viagem, tive uma conversa com a minha treinadora no Orlando, ela me perguntou se eu estava pronta para jogar os 90 minutos. Eu disse que queria jogar, porque só assim para desconectar do que aconteceu nas Olimpíadas", disse antes de completar.

"Fui para o jogo, ganhamos, e eu fui melhorando, aceitando de alguma forma que não era para ser (as Olimpíadas). Nós, atletas, não podemos ficar nos lamentando muito, não temos tempo para isso. Eu voltei e já fui para a ativa", finalizou.


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