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Futebol » FINANÇAS!

Cruzeiro: Investigação revela R$ 39,2 milhões pagos de forma irregular ou suspeita no clube

Ações administrativas da gestão antes presidida por Wagner Pires de Sá são os principais pontos analisados

Izabella Macedo Publicado em 18/05/2020, às 16h54

Investigação revela R$ 39,2 milhões pagos de forma irregular ou suspeita no Cruzeiro
Investigação revela R$ 39,2 milhões pagos de forma irregular ou suspeita no Cruzeiro - Divulgação/Cruzeiro

Na tarde desta segunda-feira, 18, os dirigentes do Cruzeiro foram até o Ministério Público de Minas Gerais para fazer a entrega do relatório de investigações sobre potenciais irregularidades do clube entre os anos de 2018 e 2019.

Alguns pontos do documento foram disponibilizados no site oficial do clube.

Feito por uma empresa especializada, a análise apresenta R$ 39,2 milhões de pagamentos irregulares ou suspeitos pelo caixa Celeste entre dezembro de 2017 e dezembro de 2019.

O Ministério Público de Minas Gerais, juntamente com a Polícia Civil avalia as ações administrativas da gestão antes presidida por Wagner Pires de Sá e que ficou marcada pelo rebaixamento da Raposa para a segunda divisão do Campeonato Brasileirão.

Nas informações, divulgadas, a empresa afirma que as despesas do Cruzeiro foram para R$ 1,1 bilhão entre 2018 e 2019, sendo que eram de R$ 770 milhões nos dois antes anteriores.

"A metodologia de investigação da Kroll abrangeu um estudo dos processos e procedimentos internos do Cruzeiro, seguido do mapeamento de conexões familiares e empresariais de 645 pessoas consideradas relevantes. Também foram coletados e analisados documentos corporativos, bases financeiro-contábeis e 214 GB de dados eletrônicos advindos de computadores do Cruzeiro. Ao todo, foram analisados 795 documentos, 1.116 transações financeiras e 803 comunicações eletrônicas", diz parte do documento.

As atividades realizadas pela gestão passada foram confrontadas principalmente com o regimento da Lei Pelé, além do Regulamento Nacional de Registros e Transferências da CBF, no que tange pagamento a conselheiros.

Há também a questão dos cartões corporativos, gastos por quatro dirigentes em estabelecimentos como, por exemplo, "casa noturna de entretenimento adulto".

Ao site oficial do Cruzeiro, Saulo Froés, presidente do Conselho Gestor comentou suas expectativas quando a resolução do caso.

“Esperamos que, com este documento, o processo possa ter ainda mais elementos para chegar ao final e punir aqueles que prejudicaram o Cruzeiro. O relatório está sendo entregue para que possam ser tomadas as providências necessárias”, comentou.

Confira alguns valores de destaque que foram divulgados:

  • R$ 13,2 milhões pagos em 13 comissões a intermediários que não estão cadastrados na CBF (algo vedado pelo Regulamento Nacional de Registros e Transferências do futebol brasileiro);
  • Oferecimento de direitos econômicos de jogadores em garantia de pagamento de dívida em dois contratos (proibido pelo mesmo regulamento nacional), sendo que um envolveu um menor de 9 anos;
  • Pagamento a familiares de jogadores amadores menores de idade, através de empresas de consultoria;
  • Pagamento de comissão de R$ 500 mil a um empresário por negociação de atleta amador menor de idade;
  • Fornecimento de 10% dos direitos de um menor amador a um intermediador, caso o atleta se tornasse profissional e futuramente fosse vendido pelo clube;
  • Pagamento de R$ 7 milhões em comissão a intermediários por aumento salarial de jogadores que já pertenciam ao Cruzeiro. Relatório indica que um contrato previa pagamento de bonificação a intermediário todas as vezes que o atleta atingisse metas. A investigação destaca que não é prática irregular, mas é prejudicial ao Cruzeiro;
  • As despesas do Cruzeiro tiveram salto de R$ 770 milhões entre 2016 e 2017 para R$ 1,1 bilhão entre 2018 e 2019. Houve aumento de 50% no pagamento de salários, na análise dos mesmos períodos;
  • R$ 80 mil pagos em cartões de créditos corporativos por causa de "despesas pessoais e não condizentes com as atividades performadas pelo Cruzeiro" como, por exemplo, "casa noturna de entretenimento adulto". Além de R$ 1,5 milhão em pagamentos de notas de débito de dirigentes, sem descrição dos gastos nos registros;
  • R$ 8,5 milhões pagos a empresas vinculadas a dirigentes e/ou seus familiares;
  • R$ 6 milhões pagos a empresas vinculadas a 52 conselheiros, apesar de o estatuto do clube vedar a prática;
  • R$ 2,1 milhões pagos a empresas de consultoria jurídica, tributária e de engenharia, com "descritivo genérico de atividades", além de R$ 591 mil em comissão por negociação de contrato de patrocinadores.

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