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Pablo, ex-Corinthians, relembra dificuldades em marcar Neymar, Mbappé e Cavani no PSG

Pablo, em entrevista exclusiva ao SportBuzz, elegeu Cavani como o mais chato de marcar e contou problemas para acompanhar Mbappé na corrida

Redação Publicado em 12/11/2021, às 17h35 - Atualizado às 18h06

GettyImages
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Atualmente no Lokomotiv Moscou, da Rússia, Pablo é um dos jogadores que passaram pelo futebol brasileiro e deixaram saudades. O zagueiro, que foi um dos destaques da vitoriosa campanha do Corinthians no Brasileirão de 2017, é um atleta cheio de história e contou algumas aventuras que teve contra o PSG de Neymar na época em que esteve no futebol francês. 

 

Em entrevista exclusiva para o SportBuzz, o zagueiro deu detalhes de como foi enfrentar um trio de atacantes como o do PSG. Pablo atuou pelo Bordeaux, da França, durante cinco temporadas  e enfrentou em diversas oportunidades o trio Cavani, Neymar e Mbappé. O jogador deu detalhes para o site de como era marcar um trio tão poderoso. 

"Eu acho que fica até um pouco fácil falar isso, porque se você joga no Bordeaux, você vai jogar contra o Paris, no Paris tem o Neymar, tem Mbappé, Cavani, Di Maria, então esses caras aí são surreais. E quando você não tá numa equipe que nivela esse nível fica mais difícil ainda, né? Porque se você tá jogando com Paris Saint-Germain e você tá jogando num time do mesmo nível, OK sabe? Você consegue ter peças também que sabem marcar, sabe se posicionar, então com o Bordeaux e Paris Saint-Germain é uma diferença muito grande, aonde os espaços estão sempre ali pra eles, ainda mais com a qualidade individual que tem", contou. 

Pablo ainda elegeu Neymar como o mais difícil de marcar entre o trio do PSG: "Com certeza foi mais o Neymar foi o jogador mais difícil que eu marque, sem sombra de dúvidas. É um cara muito inteligente e você não sabe o que ele vai fazer, você não tem noção ele improvisa em cima do improviso, você acha que ele vai puxar pra direita e puxa pra esquerda, você acha que vai vim pra cima, ele vai fazer a tabela, aí é complicado. Mas é um cara e que eu gosto muito como pessoa, convivi pouco com ele na seleção brasileira e vi como ele é. Um cara que eu admiro muito". 

Além disso, o zagueiro do Lokomotiv Moscou também contou uma história curiosa com Mbappé. Pablo relembrou de um jogo em que o Bordeaux estava empatando em 2 a 2, mas no final da partida o camisa 7 saiu em velocidade e deu a vitória para o PSG. O defensor detalhou como foi a oportunidade e fez muitos elogios ao francês. 

"Já era. Tem que pegar antes do lançamento. E olhe lá se ele não pegar na corrida. Eu nunca vi um jogador no mundo com a velocidade dele, a explosão que ele tem. Lembro de um jogo dentro de casa, empatando dois a dois com o Paris e já tava no final do jogo, acho que os oitenta do segundo tempo, já tava cansado de correr atrás dos cara e lançaram pra ele em profundidade.Impossível, ele pegou a bola, dominou e chutou na caixa, muito rápido e depois dele tinha o Neymar, que é mais diferenciado", começou. 

Ele ainda colocou o Mbappé como a grande joia do futebol mundial: "Eu acredito que sim, ainda mais pela idade que tem, por tudo que tem pela frente ainda. E já com essa idade, essa maturidade acredito que vem aí depois do Neymar, que é o melhor que tem hoje no futebol mundial, porque é um cara muito inteligente pra idade que tem e tem tanto tempo que eu vejo o Mbappé jogando, as vezes acho que ele já tem uns trinta anos, mas deve ter uns vinte quatro ou vinte três, muito novo". 

Além disso, não deixou de falar sobre Cavani. Pablo marcou o uruguaio em diversas oportunidades e garantiu que ele foi o mais "chato" de marcar: "O Cavani foi o mais chato que eu peguei, é muito chato. Joguei contra ele no Bordeaux e peguei o Cavani na seleção, joguei contra o Uruguai, em Londres, a gente ganhou de um a zero. Cara muito chato, meu. Antes de receber a bola ele te empurra pra você não antecipar e toda hora cortar, mas era o meu jogo também então não sei se ele gostou muito, porque é contato com contato, né? Então, mas é um cara muito inteligente, muito difícil e muito chato de marcar".

CONFIRA OUTROS TEMAS DA ENTREVISTA!

  • Vida na Rússia:

"A adaptação tá muito boa aqui também, já vai fazer um ano que eu já tô aqui, então não tenho mais com o que se adaptar, né? Tenho mais ou menos um ano de Lokomotiv, né? Cidade muito boa, gosto muito da cidade, o frio tá chegando de verdade agora, começou a nevar hoje, mas tá tudo certo".

  • Relação com os brasileiros que jogam na Rússia:

"Então, aqui em Moscou tem o Ayrton Lucas, que é do Spartak Moscou, meu parceiro de Coringão, o Balbuena.. Antes tinha o Pedro Rocha, né? Que está no Athletico Paranaense agora. Então aqui, aqui em Moscou a gente consegue ficar um pouco junto. Conversar, bater papo e com o pessoal de fora ficou mais difícil, né? Tem o Malcom que é meu amigo, joguei com ele no Bordeaux, a gente não tem tanto contato porque São Petersburgo é longe, né? Mas sempre quando a gente tá jogando contra, tem aquela brincadeira de brasileiro, aquela palhaçada".

  • O que o fez trocar a França pela Rússia? 

"Assim eu tinha ainda seis meses de contrato com com o Bordeaux na época e eu não esperava receber nenhuma proposta de nenhum clube naquela época. E se tem uns seis meses de contrato para que o clube vai desembolsar um dinheiro pra tirar um jogador que daqui seis meses tá livre, né? Então isso me chamou atenção, a primeira coisa que me chamou atenção quando o Lokomotiv mandou a proposta e também a possibilidade de sempre tá jogando uma Champions League ou uma liga Europa. Então todo esse conjunto me fez abrir os olhos para que eu pudesse estar tendo um pouco mais de visibilidade, né? É uma equipe que está sempre disputando as primeiras colocações do campeonato"

  • Conversa com Tite sobre Seleção Brasileira: 

" A gente tem muitos jogadores de qualidade, jogadores que jogam em grandes clubes, onde têm mais destaque. Mas assim, a gente teve mais contato, não diretamente com o Tite, mas com seus auxiliares naquela época mesmo que eu fui colocado em 2018 e 2019, quando eu tive um pouco de azar, porque assim que eu fui convocado, eu joguei e fui convocado para quatro jogos e me machuquei logo em seguida. Foram lesões, por incrível que pareça, perto das convocações e aí as oportunidades vão pra outros jogadores, quem se destacar mais o Tite tá vendo, então é complicado. Mas eu sou um cara muito tranquilo nesse sentido, pois eu sei o que é meu, tá guardado, então eu só continuo trabalhando, muito concentrado, muito focado para que quando a oportunidade aparecer eu também aproveitar. E o ambiente da seleção brasileira cara é diferente mesmo, o convívio com os caras assim parece que é um sonho pra você? Neymar, Coutinho, uma coisa surreal, surreal mesmo, porque eu eu saí do Maranhão, São Luís do Maranhão. Aonde naquela época que eu saí não tinha nenhum clube pra me colocar no mercado, hoje aqui tem Sampaio Correia, tenho Moto Clube, né? Mas eu tá ali com aqueles caras ali que você só conhece pela televisão e devido ao futebol também.Foi um sonho realizado, coloquei uniforme, me olhei no espelho e eu falei: “ mentira, mentira” Então foi muito marcante assim e é claro que eu quero voltar".

  • Elogios para Tite:

"O Tite é um cara muito humano, um cara que tenta sentir mesmo o outro lado, né? Pois muita gente foca muito só no futebol, mas ele tenta focar no trabalho de todo dia, em todas áreas. Então foi bem bacana eu passar esse momento, porque eu nunca tinha trabalhado com ele, muitos me perguntam se eu tinha na época que eu tava no Corinthians se eu tava também, né? Fazem a relação com o que eu passei no Corinthians e acredito que eles pensam que eu que eu tava com o Tite naquela época, mas é um cara muito, muito massa, muito, muito humano que com certeza aprendi. muito em pouco tempo com ele".


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