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Futebol / ESPECIAL!

Copa do Mundo: O legado indigesto do penta para a Seleção Brasileira

A Seleção Brasileira celebra 20 anos do pentacampeonato da Copa do Mundo, mas desde então não levantou mais uma taça do mundial; relembre as últimas participações!

Lucas Miluzzi Publicado em 30/06/2022, às 04h00

Copa do Mundo: O legado do penta na Seleção Brasileira - GettyImages
Copa do Mundo: O legado do penta na Seleção Brasileira - GettyImages

A mistura daCopa do Mundo com a Seleção Brasileiraé quase que perfeita e a prova estão os cinco campeonatos mundiais que o país conquistou. Mas a última vez que o Brasil levantou a taça de um Mundial foi há 20 anos, exatamente neste dia 30 de junho. Com um time liderado por Felipão, o planeta Terra viu Ronaldo, Rivaldo e cia brilharem e encantarem o mundo com um ataque rápido, forte e versátil. 

Para muitos nem parece que foi tanto tempo, mas para se ter uma ideia, já se passaram quatro edições e a Seleção Brasileira não chegou nem perto de disputar uma final de Copa do Mundo. A mais próxima foi a de 2014, mas aquela semifinal contra a Alemanha foi histórica para os rivais e um trauma para os brasileiros. Fora isso, o Brasil segue com o fantasma das "quartas de final". 

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Ao que tudo indica, no dia em o país comemora a conquista do pentacampeonato mundial, não existem muitos resquícios daquele título de 20 anos atrás. O "DNA brasileiro" se perdeu durante esse tempo e aquela Seleção Brasileira foi o último resquício de uma equipe identificada com seu povo e que, de certa forma, demonstrava e representava em campo os milhões de brasileiros apaixonados por futebol. 

Desde aquele dia 30 de junho de 2002, o Brasil não foi mais o mesmo e a Seleção Brasileira também não conseguiu criar uma identificação com o seus torcedores. De 2006 até meados de 2022, são 16 anos de um limbo no relacionamento entre as partes e vale destacar que neste período teve uma Copa do Mundo no país e que acabou sendo um desastre. Desta forma, o SportBuzz vai relembrar como foi esse caminho do time canarinho em mundiais depois do penta. 

2006 - Copa do Mundo (Alemanha) 

Um dos maiores times da história e com 11 titulares que eram considerados os melhores do mundo durante aquela temporada. Amplo favoritismo, craques no ataque, meio de campo e defesa. Mas a concentração não era a mesma e, consequentemente, o título não veio. O fantasma das quartas de final começou nesta edição, justamente na dolorida derrota para a França, após aquela "arrumadinha" no meio de Roberto Carlos e que deixou Henry livre para fazer o 1 a 0. 

A Seleção Brasileira de 2006 não carregou qualquer tipo de DNA do time de 2002 e ainda viu a sua relação com o torcedor brasileiro começar a cair. Os jogadores estrelados deixaram de ser queridos e se tornaram vilões durante todo o ciclo para a Copa do Mundo de 2010 e a identificação da equipe de Felipão não foi vista na de Carlos Alberto Parreira. 

Seleção Brasileira
A Seleção Brasileira de 2006 na partida contra Gana (Crédito: GettyImages)


2010 - Copa do Mundo (África do Sul)

Uma das seleções mais reformuladas da história. Depois do título mundial de 2002 e um pouco de jogadores que tiveram sequência em 2006, Dunga chegou para reformular o elenco. Para a Copa do Mundo de 2010, a CBF decidiu romper com a história construída por aquele elenco estrelado e novos nomes começaram a surgir. 

O time foi liderado por Kaká, que foi melhor do mundo durante aquele ciclo, e mostrava muita raça e jogo coletivo. A campanha na África do Sul não foi ruim, mas o fantasma das quartas de final apareceu novamente e fez Felipe Melo e Julio Cesar se tornarem os "vilões" daquela dolorida virada sofrida para a Holanda. 

Seleção Brasileira
A Seleção de 2010 que entrou em campo na partida diante da Holanda na Copa do Mundo (Crédito: GettyImages)


2014 - Copa do Mundo (Brasil) 

Se em 2010 ainda havia resquícios das seleções de 2006 e 2002,  a de 2014 foi outra geração, mas acabou sendo a geração do 7 a 1. Apesar de ter passado pelas quartas de final, a semi foi traumática para os brasileiros. A Alemanha tratou de fazer uma espécie de "Maracanazo" no Mineirão e o sonho do hexa não veio. Vale destacar que o principal nome do time era Neymar e ele se machucou contra a Colômbia uma partida antes. 

Neste time, o único legado de 2002 que se pode ver foi Felipão. O mesmo treinador que havia dado o pentacampeonato para a Seleção Brasileira há 12 anos já não foi o mesmo na Copa do Mundo do Brasil. Aquele "DNA" de família Scolari não foi visto e o sonho acabou naquele momento e com um quarto lugar no Mundial. 

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Fred e Oscar na partida diante da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014 (Crédito: GettyImages)


2018 - Copa do Mundo (Rússia) 

Depois de 2006, a Seleção Brasileira de 2018 foi a que mais criou expectativas nos torcedores. Liderada por um Neymar mais experiente e por Tite, uma das sensações como treinador, o Brasil chegou com moral na Rússia, mas o "fantasma das quartas de final" apareceu novamente. Sem o DNA de 2002, de um time raçudo e ao mesmo tempo técnico, os canarinhos caíram para a Bélgica, um rival daquele mundial na Ásia e que se vingou 16 anos depois. 

Seleção Brasileira
A Seleção Brasileira de 2018 que entrou em campo na partida diante da Bélgica na Copa do Mundo (Crédito: GettyImages)

E o legado? 

2002 deixou um legado para o Brasil e ele foi indigesto. Talvez tenha sido o último título num período que pode ir além de 20 anos. Toda a ligação que aquela equipe tinha com o país, a atual não tem. Toda a qualidade técnica e jogadores decisivos, fenomenais, a atual não tem. O legado nisso tudo é que a vitória importa, mas ela precisa ser trabalhada.


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