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Ceni justifica escalação do Flamengo na Libertadores e nega ter arriscado: "Não posso perder jogadores"

Ceni explicou a decisão de ter poupado alguns titulares no empate entre Flamengo e LDU na Libertadores

Redação Publicado em 20/05/2021, às 07h59

Ceni explica escalação do Flamengo na Libertadores - GettyImages
Ceni explica escalação do Flamengo na Libertadores - GettyImages
O empate diante da LDU nesta quarta-feira, 19, foi um verdadeiro desafio para o Flamengo na Libertadores. Já classificado para as oitavas de final, Rogério Ceni explicou a decisão de ter poupado alguns titulares, o que deixou o jogo mais complicado para o Rubro-Negro.
 
 
Willian Arão foi expulso ainda no primeiro tempo, na partida em que completava 300 jogos pelo Flamengo, e o gol de Gustavo Henrique que selou o placar saiu só no fim do confronto.
 
O principal tema foi a decisão de Ceni de poupar os titulares e mandar a campo uma escalação com três zagueiros, sendo Gustavo Henrique, Léo Pereira e Bruno Viana. Ceni disse que tinha medo de perder jogadores por lesão e disse a ideia era Léo Pereira repetir o papel de Filipe Luís.
 
"Eu tenho um grupo muito bom de jogadores. Muitos não sabem, mas nossa viagem para o desgastante para o Chile. Foram quase 11 horas entre espera, embarque e viagem. Não posso perder jogadores. Colocamos o melhor time para hoje. Gabriel e Pedro juntos todos pedem. Fizemos o melhor que podíamos. O que não podemos é contar com o imponderável, uma expulsão aos 15 minutos. É de se valorizar o empenho e atitude", disse.
 
"O sistema que jogamos foi o mesmo. O Filipe já vinha de duas partidas, e o medo de perdê-lo por lesão passa pela nossa cabeça. Léo Pereira fez a função, mas claro que a gente perdeu a peça-chave, o volante de marcação que dá equilíbrio (Arão). Isso altera a montagem. Resolvemos colocar o João Gomes, que tem mais noção da marcação e sacrificamos o Everton. No segundo tempo colocamos Bruno e Arrascaeta na frente para tentar. Fomos atrás do resultado. Não é o ideal, porque aqui o objetivo é sempre sair vencedor. Mas são 80 minutos com um jogador e menos e isso precisa ser valorizado", explicou.
 
"A ideia era uma linha de 4 jogando exatamente como antes. O Léo Pereira já foi lateral, tem boa construção. Queria também deixar o time mais alto porque estávamos sofrendo gols, infelizmente. Mesmo assim, com uma linha mais alta, levamos o gol. Trabalhamos todos os dias e vamos continuar para tentar melhorar", completou.
 
O treinador do Flamengo ainda se disse confiante de que não teria sufoco em caso de 11 contra 11 e negou que tenha assumido algum risco com a escalação.
 
"Garanto que num 11 contra 11 sairíamos com a vitória tranquilamente. E as mudanças durante o jogo deram a classificação ao Flamengo. Um time que joga para frente, mesmo em desvantagem. Precisamos corrigir e diminuir a média de gols sofridos", analisou.
 
"Não foi arriscado. Não coloquei três zagueiros. Jogamos em uma linha de 4 com o Léo Pereira na função do Filipe Luís. Ele é até melhor na bola aérea. O que mudou o jogo foi a expulsão", concluiu.
 
Agora, o Flamengo volta a campo no próximo sábado, 22, para fazer o segundo jogo da final do Campeonato Carioca contra o Fluminense, às 21h05 (horário de Brasília), no Maracanã.
 
Pela Libertadores, a equipe joga na próxima quinta-feira, 27, contra o Vélez, também no Maracanã, no duelo que vale a liderança do Grupo G.

 

 
 
 
 
 

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