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Bruno Guimarães e Matheus Cunha pedem desculpa após caso do agasalho no pódio das Olimpíadas: "Equívoco grande"

Bruno Guimarães e Matheus Cunha falaram diretamente sobre a polêmica envolvendo a entrega das medalhas nas Olimpíadas

Redação Publicado em 10/08/2021, às 07h47

Bruno Guimarães e Matheus Cunha junto dos demais jogadores do Brasil nas Olimpíadas - GettyImages
Bruno Guimarães e Matheus Cunha junto dos demais jogadores do Brasil nas Olimpíadas - GettyImages

Em campo junto do elenco medalhista olímpico, o meio-campista Bruno Guimarães e o atacante Matheus Cunha participaram do programa "Bem, amigos!", da "Rede Globo", e comentaram mais diretamente sobre a polêmica do agasalho no pódio das Olimpíadas.

O fato de os jogadores não terem subido ao pódio com o agasalho do "Time Brasil", assim como todos os outros atletas fizeram durante as Olimpíadas, acabou se sobressaindo até da vitória da seleção contra a Espanha, por 2 a 1.

"Na hora de toda a euforia é o momento de êxtase muito grande, a gente não tem noção do que está acontecendo. Um liga para a esposa, outro liga para a família, e aí entra um japonês mandando a gente correr para o pódio que só faltava a gente. Se a gente tivesse a total noção do tamanho que seriam as coisas, a gente jamais teria feito isso. Foi o único país que não entrou com isso. Em nenhum momento a gente quis menosprezar qualquer outro atleta ou outras modalidades", iniciou Bruno Guimarães.

"A gente estava muito no clima olímpico, se reunia todo momento no hotel para assistir a qualquer modalidade que o Brasil ia entrar. Acontece que estava num momento de êxtase enorme e não tem a total dimensão. Reconhecemos que foi um equívoco muito grande, pedimos desculpas. Infelizmente já foi, reconhecemos sim que foi um equívoco, mas jamais pensamos em diminuir qualquer outra modalidade ou outros atletas", completou o jogador.

Essa situação ganhou proporções tão grandes, que depois da cerimônia da entrega de medalhas, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a "Peak", empresa que fez o material esportivo do "Time Brasil", soltaram notas de repúdio.

A entidade e a empresa não gostaram nada do fato de o time ter subido ao pódio com o agasalho amarrado na cintura, colocando o uniforme da Nike, que patrocina a Seleção Brasileira de futebol, em destaque.

Durante a entrevista, Galvão Bueno, apresentador do programa, ainda brincou com Matheus Cunha, dizendo que ele estava liberado para responder sobre a polêmica por ser mais novo do que Bruno Guimarães.

Desde que o caso aconteceu, os jogadores evitaram, ou despistaram sobre o assunto para não acarretar em mais polêmica. Nesse caso, Matheus Cunha também fez questão de firmar que os atletas não tiveram tal atitude com o objetivo de diminuir os demais atletas envolvidos nos Jogos.

"Eu queria falar também. É uma situação que posso falar: temos um grupo muito unido graças ao Branco. É disso que não te falo que foi uma decisão acatada. Foi momento de êxtase muito grande. Um olha para o outro, um vê a camisa e diz: 'Vamos assim, vamos dessa forma'. Até mesmo passam imagens minha com o celular no pódio. É difícil você não lembrar das pessoas que estiveram contigo nos momentos difíceis. Não foi por maldade nenhuma", começou o jogador.

"Se alguém foi prejudicado por nós, a gente pede desculpas de coração e muito triste. A gente torceu por todos os atletas brasileiros como se fosse a gente. A gente já torcia desde pequeno, então imagina estar participando. E a gente tem muito orgulho de estar no Time Brasil e por dar essa medalha. Foi uma tomada de decisão totalmente inconsciente. Se erramos, estamos aqui para acertar, e que isso não tire o brilho do mais importante que foi a medalha de ouro", completou.


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