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Futebol » VOO DA CHAPE

Viúvas dos jogadores da Chapecoense não receberam indenização do voo

O avião, que transportava a Chapecoense rumo à Colômbia, caiu e vitimou 71 pessoas

SportBuzz Digital Publicado em 13/09/2019, às 19h25

Rosângela Loureiro
Rosângela Loureiro - Reprodução Globo Esporte PE

No dia 28 de Novembro de 2016, a Chapecoense, então finalista da Copa Sul-americana, partiu em um voo da LaMia com destino a Medellín, onde enfrentaria o Atlético Nacional, da Colômbia.

Porém, por uma falha humana, a aviação, carregando tripulantes, jogadores, comissão técnica e imprensa, caiu, vitimando 71 pessoas, a maioria jogadores da Chape.

Quase 3 anos depois do acidente, a maioria das viúvas ainda espera receber a indenização do seguro do voo. Para isso, oito mulheres mais o zagueiro Neto, sobrevivente da queda, irão para Londres protestar contra a empresa de seguros.

A AON, segundo o advogado das viúvas, a empresa responsável pelas indenizações, não pagou a quantia que estava na apólice.

Para o protesto, levarão camisas da Chapecoense com os nomes das vítimas, revelou Rosângela Loureiro, mulher de Cléber Santana, um dos mortos no voo, para o portal Globo Esporte. 

"Todas as viúvas queriam estar lá, mas nem todas podem porque é em Londres. Vamos fazer um protesto na sede. A empresa (Aon) é uma das patrocinadoras de um dos maiores times do mundo, que é o Manchester United. Estamos indo para fazer um protesto lá na frente", disse Rosângela.

Porém, a AON afirmou ao GE que não é a seguradora do voo, mas sim uma resseguradora e por isso, não tem a responsabilidade por indenizar a família das vítimas.

O resseguro é uma operação na qual um segurador transfere a outro um risco assumido em uma apólice.

Outras duas seguradoras do voo, a Tokio Marine Kiln, sediada do Japão, e a Bisa, seguradora boliviana, chegaram a fazer uma proposta inferior a R$1 milhão para cada família, mas a maioria recusou.

Segundo o advogado das famílias, a apólice do seguro da aeronave era de U$300 milhões, cerca de R$1,24 bilhão, mas o valor foi reduzido para U$25 milhões, o que gerou revolta nas famílias.

O voo da Chape caiu em 28 de novembro de 2016 e matou 71 pessoas, entre tripulantes, membros da Chapecoense e imprensa.

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