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Futebol » COMPLICADO

Após nova vitória da seleção, Tite rebate críticas sobre seu posicionamento: "Não sou hipócrita e não sou alienado"

Tite foi criticado por não se posicionar sobre a realização da Copa América, mas treinador alegou foco na disputa das Eliminatórias

Redação Publicado em 09/06/2021, às 07h25

Tite, treinador da seleção durante entrevista coletiva
Tite, treinador da seleção durante entrevista coletiva - Lucas Figueiredo/CBF/Fotos Públicas

Depois da vitória da SeleçãoBrasileira diante do Paraguai, por 2 a 0, nesta terça-feira, 9, o técnico Tite concedeu entrevista coletiva, e se esquivou de temas, e comentários polêmicos feitos sobre ele, e a seleção durante essa semana.

Apesar de não falar sobre o afastamento do presidente da CBF, RogérioCaboclo, e do posicionamento dos jogadores da seleção, divulgado em uma carta publicada por eles, Tite afirmou não ser hipócrita e nem alienado.

Quando perguntando se cogitou deixar o comando da seleção por conta da turbulência dos últimos dias, o treinador disse ter pegado toda a energia sobre ele, e direcionado no trabalho que estava sendo feito.

"Pensei no trabalho, nas exigências que teria, cada dia, cada momento, quem escalar certo. Consultamos, trabalhamos. Quero fazer um agradecimento especial ao Thomás (Koerich) e ao Bruno (Baquete, ambos analistas de desempenho). Eles passaram dois dias sem almoçar direito, em função de todo o trabalho realizado. 'Eu quero aquela imagem, eu quero aquela situação, porque o atleta não pode fazer isso, eu quero cobrar ele, mas também mostrar ali…' Essa construção, que por vezes no bastidor, e, não por nada, mas que a mídia não tem acesso, o quanto é importante na construção do trabalho. Essa é a situação que eu pensei. Peguei minha energia toda e fiquei voltado para isso", disse antes de completar.

"Não sou hipócrita, não sou alienado e sei que as coisas acontecem. Mas sei dar prioridade. Prioridade é meu trabalho e a dignidade do meu trabalho", concluiu.

De acordo com Tite, o afastamento de Rogério Caboclo do comando da CBF não influenciou nenhuma das decisões tomadas por ele, ou pelos jogadores nos últimos dias.

Tite ainda foi questionado se aceitaria trabalhar com Rogério Caboclo caso ele voltasse à presidência da CBF depois do afastamento de 30 dias, e o treinador despistou.

"Se eu não tivesse parado de jogar aos 27 anos, eu não seria técnico. Não dá para responder no 'se'", disse.

Como grande parte da entrevista foi tomada pelos assuntos fora de campo, Tite disse que gostaria de curtir a boa fase da seleção nas Eliminatórias, já que o Brasil tem 100% de aproveitamento depois de seis partidas disputadas.

"A gente quer comemorar um pouquinho os números altíssimos que conseguimos, as seis vitórias, número alcançado em 1969, que podemos ultrapassar em setembro. Em 18 jogos de Eliminatórias, foram 16 vitórias e dois empates (com Tite). Tomamos cinco gols. É a equipe mais efetiva ofensivamente, defensivamente. Mudando nos últimos jogos, uma série de mudanças. A gente quer comemorar um pouquinho isso", disse o auxiliar CléberXavier, que acompanhou o treinador na entrevista coletiva.

"Estava conversando com o (Eduardo) Berizzo antes e depois do jogo, do grau de dificuldade histórico, pela competitividade nos enfrentamentos que a gente tem. Foi assim na Copa América, onde empatamos em casa. O fato de ter saído na frente nos deu condição de administrar, do jogo sair de uma forma mais fluente. As coisas foram acontecendo com mais naturalidade, a pressão foi para o lado paraguaio. Conseguimos fazer um jogo num parâmetro bom, por isso a vitória veio", opinou Tite.

Com Tite, a Seleção Brasileira nunca perdeu nas Eliminatórias. Em 18 jogos, foram 16 vitórias e dois empates. Na atual edição, o Brasil chegou a seis vitórias consecutivas, repetindo a marca da equipe comandada por João Saldanha, que garantiu vaga na Copa do Mundo de 1970.


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