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Após atos violentos no CT do Grêmio, Ministério Público pede suspensão de torcida organizada

Justiça ainda vai decidir se a torcida organizada do Grêmio será punida com 90 dias de suspensão ou mais

Redação Publicado em 03/09/2021, às 08h33

Torcida do Grêmio - GettyImages
Torcida do Grêmio - GettyImages

O protesto violento que aconteceu no CT do Grêmio nesta quarta-feira, 1, não vai ficar barato para a torcida organizada. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) entrou na Justiça com uma medida que pede a suspensão das atividades da Geral do Grêmio.

Já nesta quinta-feira, 2, a direção do clube gaúcho também impediu que a torcida organizada Geral, e outras três agremiações, sendo Torcida Jovem, Garra Tricolor e Rasta do Grêmio, utilizem materiais em jogos da equipe.

Segundo a nota divulgada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, até o momento a Geral do Grêmio foi a única torcida que chegou a ser identificada na confusão que envolveu arremesso de pedras no ônibus dos jogadores e na estrutura do CT, localizado na zona norte de Porto Alegre.

Dessa forma, caso sejam identificados outros grupos que participaram do protesto violento, eles também serão responsabilizados, de acordo com o órgão.

Assim, o pedido de suspensão foi feito pelo promotor Thales Volcato, da Promotoria do Torcedor, e sugere que a Geral fique por no mínimo 90 dias sem atividades, até que "todos ou a maioria das pessoas envolvidas nos atos criminosos sejam identificados".

Ainda conforme foi divulgado pelo Grêmio nesta quinta, pelo menos 12 torcedores foram identificados, e vão ser impedidos de entrar na Arena para acompanhar os jogos. Além do clube, o MP-RS pede que Polícia Civil e Brigada Militar agilizem o processo para encontrar os responsáveis pelos atos de vandalismo.

De acordo com a decisão tomada pela direção Tricolor, a Geral do Grêmio, a Torcida Jovem, a Garra Tricolor e Rasta do Grêmio não poderão mais expor seus materiais nas arquibancadas nos próximos jogos do clube na Arena. 

Através das redes sociais, Geral, Rasta e Torcida Jovem se manifestaram para repudiar os atos de violência e afirmar que foram ao CT com o objetivo de protestar de maneira pacífica, e que não conseguiram identificar os integrantes das torcidas nos atos violentos.

O protesto

O encontro foi convocado pelas redes sociais na quarta-feira, para que a torcida pudesse protestar por conta da má fase do Grêmio, que está na zona de rebaixamento do Brasileirão.

Porém, o que de acordo com as organizadas era para ser um ato pacífico, acabou tomando ares violentos depois da chegada do ônibus dos jogadores ao centro de treinamentos da equipe.

Com isso, o veículo foi alvo de pedras e fogos de artifício, além de também ter tido o arremesso de pedras para dentro da área do CT, causando estragos ao patrimônio do clube, e uma tentativa de invasão.

De acordo com as autoridades, eram cerca de 150 torcedores gremistas que iniciaram a manifestação com gritos de cobrança a jogadores e dirigentes por meio de faixas. A Brigada Militar esteve presente no local da confusão e dispersou as pessoas.


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