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Após acertar rescisão com o Cruzeiro, Dedé desabafa sobre fase no clube mineiro: "Maior tristeza da minha carreira"

Dedé comentou sobre o rebaixamento do Cruzeiro para a Série B do Brasileirão, e todos os problemas que enfrentou

Redação Publicado em 12/07/2021, às 08h20

Dedé na época em que vestia a camisa do Cruzeiro, comemorando dentro de campo - GettyImages
Dedé na época em que vestia a camisa do Cruzeiro, comemorando dentro de campo - GettyImages

Ficando quase dois anos sem vestir a camisa do Cruzeiro, o zagueiro Dedé conseguiu na Justiça, a rescisão do seu contrato com o clube mineiro, depois de fechar um acordo de quase R$ 17 milhões com a diretoria do clube.

Agora oficialmente livre no mercado, o jogador conversa com as equipes interessadas, para fechar um novo acordo e voltar a atuar.

Nesta semana, Dedé quebrou o silêncio e deu entrevista ao "Esporte Espetacular", em Volta Redonda, cidade em que mora com a família, no Sul do Rio de Janeiro. Na conversa, o jogador comentou sobre as lesões que marcaram a carreira, e o rebaixamento com o Cruzeiro em 2019.

"Foi a maior tristeza da minha carreira. Mais que minha lesão", contou.

Jogando no Cruzeiro, foram quase oito anos, sete títulos conquistados, sendo duas Copas do Brasil, dois Campeonatos Brasileiros, e três Campeonatos Mineiros, além de convocações para a Seleção Brasileira.

"O que eu tenho de sentimento pelo clube é uma coisa muito grande, inexplicado, que vai ficar marcado pro resto da minha vida, dentro do meu coração. É o clube que eu vou amar, amar mesmo como eu amo, eternamente", disse.

Durante essa passagem pelo Cruzeiro, Dedé teve que lidar com quatro lesões significativas, e passou por quatro cirurgias, sendo três no joelho direito e uma no esquerdo. A última aconteceu em 2020, três meses depois do rebaixamento do Cruzeiro.

"Muitos torcedores me viram me entregar, assim, comer grama mesmo, jogar machucado, ir pro campo arrebentado, jogar mancando até em 2019 mesmo. Eu já tava com o joelho no risco máximo podendo colocar em risco, em conta, a minha carreira pra tentar ajudar o clube. Me chamar de ingrato, de mau caráter, isso é triste", lembrou.

"Em Belo Horizonte tem muito torcedor que me rotula assim. Me chama de mau caráter, ingrato. Questão de chinelinho e tal. Eu sei que tudo que aconteceu comigo foram coisas graves, não foram coisas de querer deixar de jogar, por estar com uma contratura na perna. Isso nunca rolou comigo", completou.

Além disso, o zagueiro também falou da polêmica com Rogério Ceni. Sobre aquela situação, Dedé havia cobrando do treinador, uma participação maior dos jogadores experientes nas partidas.

"O Rogério não entendeu, que eu queria ajudar ele. No momento, ali, a gente fica eufórico na situação, mas eu tentei ajudar, tentando trazer a galera ali que tava meio que encostada, que havia brigado. Eu odeio ver injustiça, por mais que um tenha motivos para brigar um com outro, eu tento amenizar. Foi o que tentei, e a reposta foi negativa para cima de mim", revelou.

Treinando no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, onde Rogério Ceni trabalhava, Dedé revelou que mandou uma mensagem para o ex-técnico quando começou a fazer as atividades de recuperação por lá. 

"Eu mandei uma mensagem só pra ele, mas não foi nem questão de pedir desculpa, nem questão de desentendimento. Foi mais uma questão que tive, no tratamento ali do Flamengo, se teria problema e tal. E ele me respondeu na boa. Então, eu acho que também coração dele tá limpo comigo. Se tiver uma oportunidade de conversar assim com ele sobre tudo, eu vou conversar, porque eu sou da paz, né?", finalizou.


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