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Futebol / PREMIER LEAGUE

Abramovich deixa o comando do Chelsea após 20 anos

Pressionado sobre sua proximidade com Vladimir Putin, Abramovich não diz se guerra na Ucrânia pesou para sua decisão de deixar o comando do Chelsea

Redação Publicado em 26/02/2022, às 20h19 - Atualizado às 21h30

Abramovich deixa administração do Chelsea após 20 anos - GettyImages
Abramovich deixa administração do Chelsea após 20 anos - GettyImages

O empresário russo Roman Abramovich entregou o comando do Chelsea neste sábado, 26. A decisão do bilionário em deixar o comando dos Blues veio após pressão pública diante de sua relação próxima ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que ordenou uma invasão de suas forças militares à Ucrânia na última quinta-feira.

No comunicado divulgado pelo clube inglês, Abramovich não informou se a situação da guerra no leste europeu pesou para a sua decisão. Proprietário desde 2003, o bilionário seguirá como dono do Chelsea. Desde a invasão da Rússia à Ucrânia, na última quinta-feira, 24, o governo britânico anunciou sanções contra empresários russos.

 

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“Durante meus quase 20 anos de posse do Chelsea FC, sempre considerei meu papel como guardião do clube, cujo trabalho é garantir que sejamos tão bem-sucedidos quanto podemos ser hoje, bem como construir para o futuro, ao mesmo tempo desempenhando um papel positivo em nossas comunidades. Sempre tomei decisões com o melhor interesse do clube no coração. Continuo comprometido com esses valores. É por isso que hoje estou dando aos curadores da Fundação de caridade do Chelsea a administração e os cuidados do Chelsea FC. Acredito que atualmente eles estão na melhor posição para cuidar dos interesses do Clube, jogadores, funcionários e torcedores”, informou o mandatário no comunicado.

Abramovich se tornou proprietário do Chelsea em 2003 e, em quase 20 anos no comando, investiu mais de 2 bilhões de libras. Os Blues defendem o título da Champions League e são os atuais campeões do Mundial de Clubes. O patrimônio do empresário e estimado em 8,4 bilhões de libras.

População protesta contra guerra na Ucrânia
População protesta contra guerra na Ucrânia (Crédito: GettyImages)

 

O clima entre Roman Abramovich, Chelsea e o parlamento inglês nunca foi dos melhores. Considerado um dos principais apoiadores de Vladimir Putin, o dono dos Blues foi alvo de pressão pública nesta semana. Chris Bryant, deputado do Partido Trabalhista do Reino Unido, veio a público criticar a atuação do empresário no país.

Na última quinta-feira, 24, o parlamentar revelou documentos de 2019 que colocam Roman Abramovich, dono do Chelsea, com uma forte ligação com o governo de Vladimir Putin. Desta forma, Chris Bryant pediu para que sejam feitas algumas sanções ao empresário e uma delas é a retirada do bilionário do comando dos Blues.

Ainda seguindo as informações divulgadas pelo deputado inglês, Abramovich revelou ao governo local que pagou para ter influência política e revelou que ele pode ser associado com práticas corruptas, além de ser ligado ao comando de Vladimir Putin. Por sinal, o bilionário seria um dos 35 nomes que são considerados os braços direitos do mandatário russo.

Os documentos foram adquiridos por Chris Bryant, depois que houve um vazamento de informações. Entre elas, Roman Abramovich é um dos nomes citados, porém as autoridades inglesas não investigaram a fundo o dono do Chelsea. O deputado questionou e pediu para que haja uma revisão nas investigações em cima do bilionário russo.

Seguindo informações do site inglês "The Sun", Roman Abramovich estaria impedido de pisar em solo inglês. O Reino Unido trabalha para que as pessoas que trabalham na imigração vetem o visto para o dono do Chelsea. Essa informação foi um dos fatores determinantes para que Chris Bryant exigisse uma investigação maior em cima do empresário.


 

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