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Abel Ferreira lamenta violência e diz que pode tomar medida drástica

Abel Ferreira comentou os mais recentes casos de violência no futebol brasileiro, e revelou que pode acabar tendo que tomar uma decisão inesperada

Redação Publicado em 07/03/2022, às 06h49

Abel Ferreira, treinador do Palmeiras - Fabio Menotti/Palmeiras/Flickr
Abel Ferreira, treinador do Palmeiras - Fabio Menotti/Palmeiras/Flickr

Abel Ferreira é mais um personagem do futebol brasileiro que lamentou os recentes episódios de violência no país. Depois da vitória do Palmeiras sobre o Guarani, neste domingo, 6, pelo Campeonato Paulista, o treinador fez um longo desabafo durante a entrevista coletiva, após saber da morte de um torcedor antes do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG.

O comandante Alviverde cobrou em seu discurso, mais atitudes dos órgãos de segurança do país, do Ministério Público e também das demais entidades que organizam o futebol no Brasil para que atos de violência entre as torcidas sejam combatidas. Em sua fala, Abel Ferreira chegou a revelar que caso não se sinta seguro, vai deixar o Palmeiras.

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É válido destacar que o comentário do treinador sobre o assunto não foi motivado por uma pergunta, mas sim por vontade própria. Segundo ele, a gota d'água teria sido o caso deste domingo que deixou uma pessoa morta. Ele não fala especificamente qual, mas é provável que estava se referindo a briga entre cruzeirenses e atleticanos, em Belo Horizonte.

"Hoje entrei aqui nessa coletiva de imprensa, (e pouco antes) me disseram que tinha havido uma rixa num jogo, inclusive acho que morreu uma pessoa. É preciso morrer quantas mais?", iniciou Abel Ferreira com seu discurso na coletiva de imprensa, lamentando os recentes episódios de violência que aconteceram no futebol brasileiro.

Abel Ferreira, treinador do Palmeiras
Abel Ferreira, treinador do Palmeiras (Crédito: Fabio Menotti/Palmeiras/Flickr)

 

"Os organismos, quer sejam os do futebol, quer sejam extra-futebol, têm que assumir, dar as caras, exercer os cargos que têm. Têm que justificar o cargo que tem. Quando eu não ganho, pedem responsabilidades. Isso é o que espero que cada pessoa em seu cargo faça, assuma responsabilidades. Pelo bem do futebol brasileiro. De todos nós. Que se junte a CBF, quem organiza estaduais, o Ministério Público, mas que se tomem medidas", completou o treinador.

Inclusive, Abel também citou o caso da Inglaterra, que sofreu com os efeitos do hooliganismo até a década de 1990, mas depois de algum tempo conseguiu implantar medidas para controlar os casos de violência. Além desses pontos, o treinador Alviverde ainda lembrou da briga entre torcedores no México, no último sábado, 5, que também resultou em mortes.

"É preciso passar à ação. Palavras, o vento leva. Isso me preocupa muito. A segurança me preocupa muito. Quando entrei aqui e vi as imagens no México e me dizem que se passa a mesma coisa no Brasil, vou ter que pensar muito bem no que quero para minha família, para mim e meus jogadores", disse.

"Jogadores de outros clubes e meus já falaram. Posso ser grande rival, mas tem que ter respeito pela vida humana. No futebol não vale tudo. A vida tem valor. Se vemos isso e não fazemos nada, alguma coisa vai mal. Temos que passar à ação. Estamos à espera de quê?", concluiu.


 

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