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Fórmula 1 / E AGORA?

Hamilton recebe ultimato da FIA e data limite para remover piercing

Hamilton está entre os pilotos de Fórmula 1 que terão que retirar quaisquer tipos de joias antes de competir depois da proibição feita pela entidade

Redação Publicado em 11/05/2022, às 12h32

Hamilton, piloto de Fórmula 1 - GettyImages
Hamilton, piloto de Fórmula 1 - GettyImages

Agora será tudo ou nada para Hamilton na Fórmula 1. Isso porque a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) pressionou ainda mais os pilotos sobre o uso de joias, reforçando o recado no GP de Miami, no último fim de semana. O britânico, inclusive, compareceu à coletiva de imprensa com três relógios, oito anéis e vários colares.

Apesar disso, Hamilton removeu seus brincos antes de participar da prova, mas mesmo assim a entidade deu um prazo para o heptacampeão de até o início do GP de Mônaco para retirar seu piercing. No entanto, o trabalho da FIA deve ser bem mais complicado do que estavam imaginando, já que o piloto deixou bem clado que vão vai ceder.

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"Não vou cumprir. Tenho uma isenção e vou ter outras pelo resto do ano. Alianças de casamento são permitidas. Vou usar quatro relógios da próxima vez", disse Hamilton na coletiva. Vale lembrar que a prova que acontece nas ruas do principado será realizada no dia 29 de maio. Por lá, o piloto é dono de tem três vitórias, sendo em 2008, 2016 e 2019.

Essa medida adotada pela entidade, que coíbe o uso de joias, também regulariza as roupas íntimas que serão utilizadas pelos pilotos, mas que devem ser antichamas, foi instituída pelo novo diretor de provas da F1, Niels Wittich, desde o GP da Austrália. O Artigo 5 das notas da prova australiana informava o seguinte:

Hamilton terá que retirar joias antes das provas na Fórmula 1
Hamilton terá que retirar joias antes das provas na Fórmula 1 (Crédito: GettyImages)

 

"O uso de joias na forma de piercings ou correntes de metal no pescoço é proibido durante a competição e, portanto, deve ser verificado antes da largada". De acordo com Niels Wittich, joias feitas de metal podem aumentar a transmissão de calor, o que no caso de um incêndio, deixa o risco de queimaduras ainda maior.

De acordo com o ex-diretor de provas da DTM, os acessórios também prejudicam outros tipos de procedimentos clínicos ou exames em situações de emergência. Outro ponto que foi ressaltado por ele é a remoção dos equipamentos dos pilotos em um resgate, que pode provocar ferimentos caso eles estejam com adereços como brincos ou piercings.

Vale lembrar que a FIA tem aumentado a rigidez em suas normas e equipamentos de segurança desde o acidente de Romain Grosjean no GP do Bahrein em novembro de 2020. Na oportunidade, o franco-suíço bateu no guard-rail, mas conseguiu escapar de um incêndio de grandes proporções, sofrendo apenas queimaduras de segundo grau. 


 

 

 

 

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