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Sem papas, Valdívia fala sobre relação com o Palmeiras e dispara: "Esse é pior do que eu, é burro de verdade"

O jogador é considerado um dos maiores ídolos da história recente do Palmeiras e acumula polêmicas com o clube

Marcello Sapio Publicado em 31/05/2020, às 09h43

Valdívia causa polêmica em entrevista
Valdívia causa polêmica em entrevista - Getty Images

Valdívia é um jogador muito técnico, porém, em toda a sua carreira, acumulou diversas polêmicas por onde passou. No Palmeiras, clube no qual é considerado ídolo, não poderia ser diferente.

A passagem, que teve momentos importantes, como a Copa do Brasil de 2012 e o Paulista de 2008, também foi marcada por muitas lesões e conflitos com a diretoria.

Em entrevista para o canal por assinatura Fox Sports, no programa Aqui com Benja, o meio-campista, que está no futebol mexicano, falou sobre o ex-clube e disprou contra os dirigentes.

Um dos principais alvos foi o ex-diretor de futebol, Alexandre Mattos, a quem creditou boa parte da razão de ter saído: "90% da culpa por eu não ter ficado é do Alexandre Mattos. Quando meu contrato precisava ser renovado, teve aquele negócio de produtividade. Fui muito claro que não tinha problema com isso, mas vi muita coisa estranha, que eu não aceitava porque não era certo. Se eu fosse para a seleção, não receberia salário. Achei injusto porque, quando se vai para a seleção, é um prêmio, é a melhor coisa para o jogador, mas, para mim, seria um castigo".

Ele também falou sobre os presidente com quem trabalhou, Paulo Nobre e Alnaldo Tirone: "Fiquei muito sentido com o Paulo Nobre porque ele me separou do clube, me deixou treinando afastado do time. Não era um tratamento legal com alguém que passou muitos anos no Palmeiras e disputou a Série B, com ele como presidente. Sofremos juntos. Eu me senti traído por ele. Outro que fez muito mal ao Palmeiras foi o "Mentirone". Nunca vou esquecer da foto dele na praia. A gente sofrendo uma pressão danada para não cair e ele na praia. Quando vi, falei: esse cara é pior do que eu, é mais louco. Esse é burro de verdade. Às vezes, falo brincando, mas ele é burro de verdade. A gente na Série B e ele na praia, lendo jornal".

Ele ainda contou se deseja voltar ao Palmeiras: "É lógico que quero voltar. Gostaria muito de, um dia, voltar para, pelo menos, assistir a um jogo como convidado. Nunca sou lembrado em nada, nunca sou citado. Se tiverem problema comigo, podem ligar, mandar mensagem. Pelos sete anos que passei lá, gostaria de, um dia, ser lembrado nas redes sociais do clube, com um parabéns, feliz aniversário, um vídeo com jogada minha. Mas, independentemente de qualquer coisa, sou palmeirense. Não esqueçam isso. Sou feliz só em ver o Palmeiras, no fim do ano ou de um campeonato, aparecendo ali "campeão". Sou eternamente agradecido e feliz por fazer parte da história do Palmeiras".

Outro assunto abordado foram as lesões, principal entrave em sua carreira, em especial com o alviverde.

Valdívia comentou sobre suas lesões no Palmeiras e assumiu parte da culpa: "Nunca escondi que algumas vezes a culpa foi minha, muita responsabilidade por ter uma lesão e não ter os cuidados que poderia. Acabei pagando e sofrendo as consequências na mídia, porque o torcedor vai na onda. Mas teve vezes em que não tive culpa nem responsabilidade. Joguei várias vezes sem condição nenhuma. Por exemplo: se a lesão precisava de quatro semanas, eu, com 20 dias, tinha que estar de volta para treinar e jogar, acelerava os processos, atropelava semanas de recuperação".

"Ninguém me defendia. Era melhor a responsabilidade ser 100% do jogador do que alguém do departamento médico ou da fisioterapia dizer 'atropelamos o tratamento, a responsabilidade também é nossa'. Nunca tive essa defesa ou ajuda, sempre davam a entender que era culpa e irresponsabilidade minhas, que eu não me cuidava. Mas cheguei até a pagar do meu próprio bolso um fisioterapeuta para me ajudar a evitar lesões. Fiz muita coisa, mas não davam importância", completou o camisa 10.

Pelo Palmeiras, somando as duas passagens, Valdívia tem 240 jogos e conquistou os títulos da Copa do Brasil, em 2015 e 2012, além da Série B, em 2013, e o Paulistão, em 2008.


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