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A máquina azul criada por Pep Guardiola, do Manchester City, na caminhada até a final da Champions

Pep Guardiola levou o Manchester City para a primeira final de Champions League da história do clube

Eduardo Colli Publicado em 25/05/2021, às 21h00 - Atualizado às 21h35

Pep Guardiola levou o Manchester City para a final da Champions - GettyImages
Pep Guardiola levou o Manchester City para a final da Champions - GettyImages
O espanhol Josep Guardiola i Sala nasceu em Santpedor, e jogou no Barcelona dos 13 aos 31 anos de vida. Sob o comando de Johan Cruyff, seu grande mestre e guru, conquistou a Champions em 1991-92, e vários campeonatos espanhóis.
 
Foi o capitão da Seleção Espanhola, e ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992.
 
Em 2007, iniciou a carreira de treinador no Barcelona B e no ano seguinte, assumiu o time principal, onde ganhou tudo, com destaque para a temporada 2010-11, quando foi campeão da Copa do Rei, Campeonato Espanhol, Supercopa da Espanha, Liga dos Campeões da UEFA, Supercopa Europeia e Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Ele é considerado um dos maiores técnicos da história.
 
Pep Guardiola levou o Manchester City para a final da Champions League (Crédito: GettyImages)
 
Em 2013, se transferiu para o Bayern Munique, onde quase ganhou tudo, faltou a Champions.
 
Após uma temporada ruim, a primeira em 2016-17, Pep transformou o Manchester City no bicho papão da Premier League com 3 títulos em 5 temporadas, incríveis 2.36 pontos por partida e para colocar a cereja no bolo, os Citizens irão disputar pela primeira vez o título de campeão da Champions.
 
Ele define seu estilo de jogo da seguinte forma: "Em todos os esportes coletivos, o segredo é sobrecarregar tanto um lado do gramado que o oponente deve forçar sua própria defesa a jogar. Você sobrecarrega de um lado e os atrai tanto que eles deixam o outro lado fraco. E quando nós fizermos tudo isso, nós atacamos e marcamos do outro lado. É por isso que você tem que passar a bola, mas apenas se você estiver fazendo isso com uma intenção clara. É apenas para sobrecarregar o oponente, para atraí-los e então acertá-los com o golpe. É assim que nosso jogo deve ser".
 

Como joga o Manchester City de Pep Guardiola

 
Guardiola entrou para a história com seu "jogo posicional", no 4-3-3 ou 4-1-4-1, e várias vezes usando o "falso 9", onde o centroavante não é de fato a referência, mas é um atacante que flutua pelos setores de ataque e meio-campo, puxando a marcação e abrindo espaços para quem vem de trás.
 
Suas equipes jogam com a marcação alta, obsessão pela posse de bola e o constante revezamento dos jogadores. Sempre criativo e inovador, seu City joga formando uma pirâmide no 2-3-5, quando a equipe tem a bola para atacar mais e melhor, com a maior posse possível.
 
A saída de bola é "lavopiana", com três jogadores, dois zagueiros e um lateral ou volante. A linha seguinte tem dois criadores, que auxiliam a manutenção da bola.
 
Os laterais foram adaptados como criadores e jogam por dentro, quando o time tem espaço a bola deve ser jogada para frente, quando não há espaço, tocada para trás. Com mais jogadores espalhados, a bola circula de forma segura.
 
Quando ataca, o City busca a superioridade numérica para ter um jogador livre e seguindo sua filosofia, em algumas partidas usou De Bruyne como "falso 9", o homem livre não tem medo usar a ligação direta ou "chutão" do goleiro Ederson para lançar os atacantes.
 
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