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Coronavírus / ELIMINATÓRIAS

Anvisa diz que funcionário argentino falsificou exames de jogadores

Investigação que apura se houve crime de falsidade ideológica na partida entre Brasil e Argentina ganhou o documento da Anvisa como peça-chave

Redação Publicado em 27/01/2022, às 08h42

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Jogadores de Brasil e Argentina junto dos funcionários da Anvisa em campo - GettyImages
Jogadores de Brasil e Argentina junto dos funcionários da Anvisa em campo - GettyImages

O jogo entre Brasil e Argentina, válido por mais uma rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo, que deveria ter acontecido em setembro de 2021 foi interrompido por um agente da Anvisa, que alegava que alguns jogadores da seleção visitante haviam burlado o período de quarentena obrigatória, em prevenção ao avanço do coronavírus no país.

Agora, a Anvisa encaminhou um ofício à Polícia Federal informando que um funcionário da AFA (Associação de Futebol Argentino) foi o responsável por falsificar as declarações de saúde dos quatro jogadores da Seleção Argentina que estavam envolvidos na partida contra o Brasil, e que teriam que deixar o país imediatamente.

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Por conta dessa suspeita inicial, a partida acabou sendo suspensa depois que funcionários da Anvisa impediram Emiliano Martínez, Emiliano Buendia, Giovani Lo Celso e Cristian Romero de entrarem em campo alguns minutos antes do apito inicial. Desde o acontecido, a Conmebol não definiu se uma nova data será marcada ou se alguma das seleções será declarada vencedora.

O documento, assinado por Elisa Boccia, chefe do posto de vigilância sanitária do Aeroporto de Guarulhos, se tornou a peça-chave da investigação que apura se os quatro jogadores, além de funcionários da AFA, cometeram crime de falsidade ideológica, falsificando a declaração para que pudessem estar presentes no confronto.

Jogadores em campo antes da paralisação da Anvisa
Jogadores do Brasil em campo depois da paralisação da partida pela Anvisa (Crédito: GettyImages)

Acontece que na oportunidade, os jogadores em questão estavam atuando em clubes ingleses, e antes de entrarem no Brasil, teriam que fazer a quarentena obrigatória de 14 dias, como indicava a regra sanitária vigente na época. Além de não passarem esse período em isolamento, os atletas também omitiram o fato de terem vindo do Reino Unido.

Apesar de não conseguiu o endereço de IP do computador responsável pelo preenchimento dos documentos, a Anvisa chegou ao nome de Fernando Ariel Batista, funcionário da AFA, através do código de acesso utilizado para preencher a declaração dos jogadores. Além disso, a agência ainda informou no documento que não recebeu da Casa Civil da Presidência da República qualquer pedido de excepcionalidade.

Agora, o próximo passo da investigação por parte da Polícia Federal é ouvir esse funcionário da AFA para saber os motivos que o levaram a falsificação, ou quem o pediu que preenchesse o documento de tal forma. No entanto, isso só deve acontecer quando sair um pedido de cooperação jurídica internacional.