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Basquete brasileiro caminha para se tornar o produto ideal, diz jornalista

Em conversa com o SportBuzz, Felipe Souza falou sobre o investimento na modalidade e os destaques do NBB

Redação Publicado em 08/01/2021, às 15h11 - Atualizado às 15h13

Flamengo, atual campeão do NBB - temporada 2018/2019
Flamengo, atual campeão do NBB - temporada 2018/2019 - Divulgação/ LNB

A edição 2020/2021 do Novo Basquete Brasil (NBB) estreou em novembro, com 16 equipes na disputa pelo principal título de basquete do país. A competição está em sua 13ª temporada e caminha aos poucos para conquistar o público brasileiro.

Em conversa com o SportBuzz, o jornalista Felipe Souza, que tem um blog especializado em basquete, falou das projeções para o esporte no Brasil. Ele analisou o espaço que o NBB tem no país em comparação com a NBA, liga norte-americana.

“O produto da NBA é muito mais sólido que o do NBB. O basquete nacional está ‘engatinhando’ para conquistar outros públicos. Até o que a NBA consegue fazer é diferente do NBB. A gente consegue ver pessoas usando camisa da NBA sem saber que é da NBA”, disse.

“(O NBB) ainda precisa aprender. É normal uma emissora procurar a NBA porque o produto é melhor e tem mais força nacionalmente e mundialmente. O NBB está tentando, tem tudo para conseguir no futuro, mas o basquete nacional ainda não conseguiu furar essa bolha que é atingir o público geral. Hoje, o torcedor de futebol pode não saber muita coisa de NBA, mas ele provavelmente vai saber quem é LeBron James, provavelmente já ouviu falar de Michael Jordan. Isso já é fundamental”, completou.

Modalidade olímpica, o basquete brasileiro já foi muito forte quando se trata de seleções. Hoje, o esporte não conta com altos investimentos como é feito no futebol, por exemplo.

“O investimento é difícil no basquete nacional. Estamos falando de uma modalidade olímpica, que já foi muito forte no Brasil. Em seleções mesmo podemos citar Oscar Schimidt, Hortência e Magic Paula. Só que teve um 'gap' que o basquete nacional virou amador praticamente. A gente tem campeonatos que começaram e não terminaram, quebra entre times... Então, isso tudo influencia na hora, em termos de business, em uma marca chegar e investir milhões num clube ou num campeonato. Ainda não tem essa representatividade toda. Eu acho que está a caminho. É um caminho longo, nada rápido, mas é difícil chegar nessa empresa e vender esse produto, que está longe do ideal”, avaliou. 

Com a liga relativamente jovem ainda, os times aos poucos se estruturam e vão retomando o espaço no cenário nacional. Além do Flamengo, dominante nos títulos da competição, Minas, Franca e São Paulo são algumas das equipes apontadas por Felipe como as potências do NBB, com destaque para o Tricolor paulista comandado por Claudio Mortari.

“O São Paulo hoje é um grande time que tem o Georginho, um jogador que já passou pela NBA. Por sinal,  jogou no Houston Rockets, no time de James Harden. O Georginho é muito bom jogador. Tem também o Shamell, que é veterano e baita atleta. O time ainda fez ótimas contratações, além de Lucas Mariano, ex-Botafogo, Isaac, e Bennett”, disse.

Confira a conversa na íntegra, com as projeções para Seleção Brasileira, MVP e os jovens destaques do basquete no Brasil:


 

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